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Campo Grande, Terça-feira, 22 de Outubro de 2019

26/06/2019 11:08

Polícia não tem nem pista de onde suspeito de matar namorada esteja

“Nada ainda”, disse o advogado Amilton Ferreira de Almeida, que havia sido contatado e negociava a apresentação de Fabio

Anahi Zurutuza e Mirian Machado
Fabio Braga do Amaral, suspeito de matar Erica Aguilar Pereira e tentar contra a vida da filha dela (Foto: Facebook/Reprodução)
Fabio Braga do Amaral, suspeito de matar Erica Aguilar Pereira e tentar contra a vida da filha dela (Foto: Facebook/Reprodução)

O crime aconteceu no dia 11 de junho e até esta quarta-feira (26), Fabio Braga do Amaral, de 39 anos, apontado como assassino de Érica Aguilar Pereira, 38, está foragido. Ele “furou” com o advogado, não se apresentou e a polícia não tem nem pistas para procurá-lo.

A delegada Jennifer Estevam de Araujo, da Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), não deu detalhes sobre a investigação. Disse apenas que ele está desaparecido.

A polícia pede que a foto o suspeito seja divulgada. Qualquer informação pode ser repassada anonimamente pelo 190 ou direto para a Deam, no (67) 4042-1324. 

“Nada ainda”, disse o advogado Amilton Ferreira de Almeida, que havia sido contatado e negociava a apresentação de Fabio. Ele conta que perdeu contato com o cliente.

O crime - Érica foi morta na madrugada de uma terça-feira. Ela foi encontrada pela filha de 15 anos, amarrada à cama, com o vestido levantado e a roupa debaixo na altura dos joelhos. Ela foi asfixiada até a morte.

Segundo a adolescente, Fabio também a atacou, tentou esganá-la e fugiu depois que a menina conseguiu se desvencilhar do namorado da mãe.

A polícia também registrou a suspeita que o assassino estivesse sob o efeito de drogas. Na janela do quarto da vítima, foi encontrada espécie de cachimbo chamado de pipa usado para o consumo de drogas (crack e pasta-base) e um isqueiro.

A filha relatou que mãe namorou Fabio até dezembro do ano passado e que ele voltou a fazer contato com Érica dias antes do assassinato.

Na noite do crime, o padrasto levou a adolescente, o irmão dela, de 5 anos, e uma prima deles para lanchar. Ele deixou as crianças no apartamento do Residencial Reinaldo Busaneli 2, no Jardim Ramez Tebet, e voltou só depois das 23h, na companhia de Érica, com sacolas de supermercado.

A adolescente conta que dormiu com o irmão e não ouviu quando tudo aconteceu.

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