Trabalhador de MS denuncia alojamento precário em colheita de maçã em SC
Grupo saiu de Campo Grande para Fraiburgo e relata sujeira, descontos e promessas não cumpridas
RESUMO
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Trabalhador de Campo Grande denuncia condições precárias em alojamento de empresa de frutas em Fraiburgo (SC). Dos 40 contratados para colheita de maçãs, 25 já retornaram devido às más condições encontradas, incluindo problemas de limpeza, bebedouros sujos e banheiros entupidos. A empresa teria prometido alojamentos separados, vale adiantado e alimentação sem descontos, mas não cumpriu os acordos. Trabalhadores relatam cobranças indevidas para alimentação e consultas médicas, além da falta de produtos de higiene prometidos no contrato de 45 dias.
Trabalhador de 23 anos denuncia condições precárias no alojamento oferecido por uma empresa de frutas em Fraiburgo (SC). Natural de Campo Grande, ele afirma que chegou a cidade no dia 12 de fevereiro com outros 40 trabalhadores para atuar na colheita de maçãs, mas encontrou situação diferente da prometida.
Vídeos encaminhados à reportagem mostram falta de limpeza nas áreas comuns. O bebedouro utilizado pelos trabalhadores aparece com folhas, galhos e esponjas velhas acumuladas. Nos banheiros, segundo o relato, ralos e vasos sanitários estão entupidos e as lixeiras transbordam.
O trabalhador relata que, dos 40 contratados, 25 já retornaram a Campo Grande devido às condições encontradas. “No meu quarto e em alguns outros, a janela não abre ou está quebrada. Um amigo comeu pão com mofo verde”, diz.
De acordo com o jovem, antes da viagem a empresa Fischer garantiu alojamentos separados, vale adiantado e alimentação sem descontos. No entanto, ao chegarem ao local de trabalho, as promessas não teriam sido cumpridas.
“Falaram que não iam descontar da comida e estão descontando tudo. R$ 55 para comer por mês, R$ 58 qualquer consulta no médico, sem os medicamentos. Prometeram compra de R$ 250 para higiene e até agora não chegou”, afirma.
Conforme o jovem, o contrato firmado previa duração de 45 dias. “Eles estão pedindo para a gente pedir a conta, porque não querem mandar embora por causa do contrato”, alegou o trabalhador.
Procurado pela reportagem, o MPT-MS (Ministério Público do Trabalho) informou que “mantém, desde 2014, procedimento específico voltado ao monitoramento das contratações de trabalhadores sul-mato-grossenses para atividades de cultivo, colheita, poda e raleio da maçã nos estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina”.
Segundo detalhado, a iniciativa foi iniciada para prevenir “práticas irregulares de aliciamento - especialmente a contratação como diaristas sem o devido vínculo formal - bem como acompanhar a regularidade do transporte desses trabalhadores a partir de MS”.
Em relação às condições do alojamento e demais práticas, o MPT-MS informou que a investigação cabe ao órgão da localidade.
O Campo Grande News também procurou o MPT-RS e a empresa denunciada. Até o momento, não houve retorno. O espaço segue aberto.
Esse caso foi sugerido por leitor que enviou mensagem pelo canal Direto das Ruas.

