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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

13/08/2016 09:53

Polícia volta a utilizar bombas de gás para dispersar estudantes de bar

Guilherme Henri
Viaturas da Polícia Militar próximo ao Escobar na noite de ontem (Foto: Reprodução)Viaturas da Polícia Militar próximo ao Escobar na noite de ontem (Foto: Reprodução)

Policiais militares usaram gás lacrimogêneo e bombas de efeito moral na noite de ontem (12), por volta das 23h, para dispersar dezenas de pessoas que estavam impedindo o fluxo de veículos em frente ao Escobar, bar localizado na rua Montese, próximo a UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), na Vila Olinda, em Campo Grande.

Essa não é a primeira vez que ações como esta são realizadas no local, que é ponto de encontro de universitários e alvo frequente de reclamações de moradores por conta da aglomeração de pessoas na rua.

A estudante de engenharia de produção Lorrayne Dutra, 23, conta que mora em cima de um bar próximo e achou que os gritos que ouviu se tratavam de uma comemoração. “Ouvi um estouro e pensei que era por conta da vitória do Brasil, mas quando ouvi o segundo vi que a polícia estava lá fora tirando as pessoas da rua. O que me assustou é que uma bomba explodiu próximo ao bar em que moro em cima e além de abrir um buraco no toldo do local estilhaços da bomba ainda vieram parar na minha varanda”, disse a universitária, que ainda detalhou que da varanda de sua casa viu muitos policiais militares fortemente armados. 

Opinião que foi compartilhada pela enfermeira Helena Comparini, 24, que estava no bar no momento da confusão e afirmou que o número de pessoas que estava nas ruas não era grande. “Ficamos no meio de bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo”, disse.

Vídeo feito por pessoas que estavam no local mostram a rua depois da ação da polícia. Nas imagens é possível ver ao menos vários policiais sendo que alguns estão armados.

Ao Campo Grande News a PM confirmou o uso das bombas e do gás lacrimogêneo e explicou que moradores chamaram a polícia por conta da aglomeração de pessoas que estavam obstruindo o trânsito no local.

Segundo a PM, uma viatura do trânsito chegou a ir até o local e pedir para que as pessoas saíssem da rua, ordem que não foi aceita por eles. Por conta da negativa foi necessária a intervenção de duas viaturas do Batalhão de Choque.

Veja vídeo feito por estudantes do local depois da ação da PM: 

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O que não há como contestar é que a baderna ali é grande, e os proprietários dos bares adoram.. Passar de moto por ali é impossível, nesses dias. E pensar que são esses fulanos que irão construir pontes, casas, projetar carros,cuidar de vidas e outras coisas num futuro próximo... Diversão pra mim é outra coisa, mas pra quem quer beber até vomitar e ser mal atendido, o local é ali mesmo.
 
Silvio Torres em 14/08/2016 06:34:14
O maior problema da polícia é o seu preparo pra lidar com a população em geral.A maioria dos policiais não têm um preparo psicológico adequado para a função, simplesmente são na maioria das vezes treinados pra combater a violência com violência.São geralmente pessoas sem condições de colocar uma arma na cintura e se sentirem "OTORIDADE', quando abordam uma pessoa esses caras devem respeitar a pessoa e não chegar se impondo através de uma farda, pois ele sabem muito bem quem são os bandidos que os humilham na cara.Vocês acham que população tem alguma consideração com a tropa, NUNCA.Tenham mais dignidade pra honrar a farda que vestem, situação que eu acho muito difícil.
 
Luiz Augusto Costa Carvalho em 13/08/2016 20:39:51
Acabar com assaltos e estupros da região a policia não acaba né? Mas fácil jogar as frustrações de um emprego porcaria nas costas de quem ta se divertindo, ninguem vai reagir...Encarar bandido, a polícia deixa pro cidadão de bem fazer, nos pontos de ônibus, saídas de faculdades, na volta do trabalho...
 
Mariana Carvalho em 13/08/2016 16:48:01
Engraçado que quando os universitários são assaltados no entorno da UFMS, os policiais não realizam ações como esta. As famílias deveriam se unir, ir as ruas, a Prefeitura, a imprensa,no intuito de reivindicar policiamento durante o dia nesse local, para salvaguardar a vida dos filhos, afinal eles também são moradores desses bairros e tem o direito como todos os outros de serem socorridos. Bater e ameaçar universitário é fácil, difícil é pegar bandido.
 
Célia Gonçalves de Vargas em 13/08/2016 13:02:05
Engraçado que quando os estudantes são assaltados nessa região, que é super comum, a polícia não realiza ações como essa. As famílias dos universitários deveriam se unir, ir a rua, a prefeitura, a imprensa, para reivindicar policiamento durante o dia em torno da UFMS, para salvaguardar a vida dos nossos filhos. Bater e ameaçar universitário é fácil, difícil é pegar bandido.
 
Célia Gonçalves de Vargas em 13/08/2016 12:41:18
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