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Capital

Policial do Garras chega com contador de dinheiro na casa de Jamilson Name

Garras e Gaeco cumprem mandado na casa do deputado estadual Jamilson Name, filho de Jamil Name, alvo recorrente da Omertà

Por Silvia Frias e Clayton Neves | 02/12/2020 09:24
Policial leva contador de cédula para casa do deputado Jamilson Name (Foto: Marcos Maluf)
Policial leva contador de cédula para casa do deputado Jamilson Name (Foto: Marcos Maluf)

Policiais do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco e Resgate a Assaltos e Sequestros) chegaram há pouco na casa do deputado estadual Jamilson Name (sem partido). Um deles, munido com contador de cédulas.

Equipes do Garras e do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) estão na casa do deputado em cumprimento a mandado na 6ª fase da Operação Omertà, que investiga a gerência do jogo do bicho em Campo Grande.

A Polícia Civil cumpre 13 mandados de prisão e 17 de busca e apreensão. Entre as determinações judiciais, a empresa Pantanal Cap será lacrada, depois que busca e apreensão for efetivada.

Na casa de Jamilson Name, no bairro Itanhangá, os policiais do Garras chegaram por volta das 6h. a movimentação foi acompanhada por dois advogados, Tiago Bunning e René Siufi. Além do parlamentar, a mulher e os filhos deles estão em casa.

Gaeco também participa de cumprimento de mandado (Foto: Marcos Maluf)
Gaeco também participa de cumprimento de mandado (Foto: Marcos Maluf)

Siufi representa Jamil Name, pai do deputado, em outros processos decorrentes da Operação Omertà, mas disse que esteve no local como “amigo da família”.

Jamil Name está preso desde outubro de 2019 na Penitenciária Federal de Mossoró (RN), acusado de ser líder de milícia responsável por diversas execuções em Mato Grosso do Sul. Com ele, também está preso outro filho, Jamil Name Filho.

A 5ª fase da Omertà denominada Snow Ball foi realizada em outubro deste ano, sendo o vereador Ademir Santana (PSDB) com um dos alvos.

O parlamentar, Jamil Name, Jamil Name Filho e mais três foram denunciados pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) por extorsão contra o empresário José Carlos de Oliveira. Na ação, o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) pede indenização de R$ 6,3 milhões.

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