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Capital

Policial é preso com drogas durante "batida" da Corregedoria

Sargento que comandava a unidade também foi preso por prevaricação

Por Clayton Neves e Silvia Frias | 04/07/2020 19:26
Fachada do pelotão da Polícia Militar no Bairro Aero Rancho, em Campo Grande. (Foto: Google Street View)
Fachada do pelotão da Polícia Militar no Bairro Aero Rancho, em Campo Grande. (Foto: Google Street View)

Sargento e soldado da Polícia Militar foram presos na manhã desta sexta-feira (4), sob suspeita dos crimes de tráfico de drogas e prevaricação. Os militares foram detidos no pelotão onde trabalham, em Campo Grande, depois de agentes da Corregedoria da PM encontrar maconha, cocaína e uma balança de precisão com um deles.  Os policiais alegam que tudo não passou de um mal entendido.

O caso aconteceu no pelotão do Bairro Aero Rancho, que pertence ao 10º Batalhão da Polícia Militar. Por volta das 6 horas de ontem, equipe da Corregedoria foi ao local para fazer inspeção de rotina na unidade. Assim que chegou ao posto de serviço, o soldado foi abordado e revistado e com ele, foram encontrados 30 papelotes de cocaína, 400 gramas de maconha e uma balança. Ele foi preso em flagrante.

Ao advogado, o PM disse que a droga havia sido encontrada e apreendida por ele  no trajeto que fez de casa até o pelotão. Alega ainda, que foi preso sem ter oportunidade de explicar detalhadamente os fatos.

“Ele levou para o quartel porque tinha que assumir o serviço, mas depois faria o relatório e entregaria para a Denar. Ele não teve chance de preencher os formulários e registrar a ocorrência”, explica Sebastião Francisco dos Santos Júnior, que faz a defesa dos agentes.

Questionado, o sargento que comandava a unidade afirmou que não sabia sobre o caso porque havia acabado de assumir o plantão e não tinha conversado com o subordinado. Mesmo assim, também foi preso em flagrante por prevaricação. Ambos aguardam audiência de custódia no Presídio Militar de Campo Grande.

Nós tentamos falar com a Corregedoria da Polícia Militar para comentar o caso, mas até o fechamento dessa matéria não conseguimos contato.