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Capital

Policial que matou empresário é autuado em flagrante por homicídio

Nome do policial não foi divulgado até agora; ele aguarda para prestar depoimento

Por Mayara Bueno e Amanda Bogo | 31/12/2016 13:02
Caminhonete de Adriano na frente da Depac, onde o caso foi registrado. (Foto: Alcides Neto)
Caminhonete de Adriano na frente da Depac, onde o caso foi registrado. (Foto: Alcides Neto)

O policial rodoviário federal, autor dos disparos que resultaram na morte do empresário Adriano Correia do Nascimento, de 33 anos, na madrugada deste sábado (31), foi autuado em flagrante por homicídio. Até o momento, não divulgada a identificação dele. 

A informação sobre a autuação em flagrante foi repassada por agentes a pedido do delegado João Eduardo D´avanço, que atende o caso na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do Centro. D´avanço ainda não conversou com a imprensa.

O policial aguarda para ser ouvido na delegacia. Mais informações serão repassadas em um coletiva no fim do dia, afirmam os policiais.

Também há expectativa de posicionamento oficial da PRF (Polícia Rodoviária Federal) acerca do ocorrido.

Conforme mostram imagens feitas por testemunhas, o policial rodoviário federal ficou no local do crime e chegou até a discutir com uma das vítimas – havia mais duas pessoas no veículo em que estava Adriano, uma delas também foi ferida a tiro –, mas não foi preso na ocasião, mesmo havendo policiais militares no local. 

Na madrugada deste sábado (31), o policial conduzia um Mitsubishi Pajero e disparou contra uma Hilux, conduzida pelo empresário. A vítima foi atingida no pescoço, perdeu o controle da direção e o veículo derrubou um poste de iluminação pública. Ele morreu no local.

Outro ocupante da caminhonete foi baleado na perna e uma terceira pessoa sofreu fratura pelo acidente. As vítimas continuam na Santa Casa, já fora do atendimento emergencial, e também devem ser ouvidas pela polícia.

Mais cedo, Enilton Pires Zalla, delegado plantonista da Depac, disse que, a princípio, o que houve foi de fato um desentendimento de trânsito. Adriano tinha 33 anos e era dono do Sushi Express, em Campo Grande.

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