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Campo Grande, Domingo, 23 de Setembro de 2018

15/06/2018 12:59

Por economia de 40%, prefeitura vai descentralizar compra da merenda

Medida visa garantir melhor qualidade e transparência no processo

Kleber Clajus
Projeto piloto será aplicado em 25 de 95 escolas da rede municipal de ensino neste ano (Foto: PMCG/Arquivo)Projeto piloto será aplicado em 25 de 95 escolas da rede municipal de ensino neste ano (Foto: PMCG/Arquivo)

A Prefeitura de Campo Grande vai descentralizar a compra da merenda escolar, em modelo similar ao adotado por escolas estaduais, para economizar até 40% nos custos de aquisição. Tal proposta foi anunciada, nesta sexta-feira (15), pelo prefeito Marquinhos Trad (PSDB).

Dentre as vantagens listadas pelo secretário de Finanças, Pedro Pedrossian Neto, estão a redução do desperdício, melhora na compra dos alimentos e transparência no processo. A medida será adotada, inicialmente, em 25 de 95 unidades escolares. "Haverá estoque para suprir deficiências [durante a transição]", destacou Neto, que projeta economia de até 40%.

Para a secretária de Educação, Elza Fernandes Ortelhado, o ganho com a descentralização da merenda escolar consiste também em possibilitar aos diretores adequarem o cardápio de acordo com a comunidade local. O projeto piloto, inclusive, poderá ser estendido a todas as escolas da rede no próximo ano e, possivelmente, aos Ceinfs (Centros de Educação Infantil).

Em relação ao anúncio, o presidente da ACP (Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública), Lucílio Nobre, esclareceu que o modelo a ser adotado poderá trazer ainda ganhos de qualidade nas refeições servidas aos alunos. "A fiscalização é melhor e o conselho escolar pode acompanhar de perto a aplicação dos recursos", destacou.

Hoje a compra da merenda fica centralizada pela Suali (Superintendência de Abastecimento Alimentar). No ano passado, esta foi adquirida pela prefeitura por R$ 21 milhões, mas o valor aprovado para essa finalidade é de pelo menos R$ 38 milhões que podem ser utilizados até 2019. Hortifrutigranjeiros da agricultura familiar também entram nessa compra, que pretende atender aos 101 mil alunos da rede de ensino municipal.



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