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Capital

Por hoje, transporte coletivo continua suspenso, afirma sindicalista

Decisão da Justiça do Trabalho determina que 80% da frota volte a circular, mas sindicato ainda vai analisar

Por Anahi Zurutuza | 21/06/2022 15:16
Presidente do sindicato dos trabalhadores, Demétrio Freitas, em frente a uma das garagens de ônibus da Capital, nesta manhã (Foto: Henrique Kawaminami)
Presidente do sindicato dos trabalhadores, Demétrio Freitas, em frente a uma das garagens de ônibus da Capital, nesta manhã (Foto: Henrique Kawaminami)

Não há possibilidade alguma dos ônibus voltarem a circular por Campo Grande ainda nesta terça-feira (21). A afirmação é do presidente do STTCU (Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Coletivo Urbano de Campo Grande), Demétrio Freitas, que nesta tarde participa de reunião na Prefeitura de Campo Grande e audiência de conciliação na Justiça do Trabalho sobre a greve surpresa dos motoristas de ônibus.

De acordo com Demétrio, o sindicato ainda não foi notificado formalmente da decisão do desembargador federal do trabalho, André Luis Moraes de Oliveira, que mandou a entidade colocar fim à greve surpresa e viabilizar a volta de 80% da frota de ônibus para as ruas. Caso a decisão não seja cumprida, a entidade que representa os motoristas e outros trabalhadores do sistema de transporte público será multada em R$ 200 mil por dia.

O sindicalista afirma ainda que depois o departamento jurídico analisar a decisão é que uma decisão será tomada. “A gente vai analisar a liminar para decidir se vai cumprir ou não”.

Mesmo que não tenha recebido a intimação, Demétrio afirma que tem conhecimento da decisão e por isso, estará às 17h na audiência de conciliação convocada pelo desembargador, que deve reunir também o Consórcio Guaicurus – que reúne as empresas operadoras do transporte coletivo em Campo Grande – e o MPT (Ministério Público do Trabalho).

Greve na Justiça – O Setur-MS (Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de Mato Grosso do Sul), entidade que representa o Consórcio Guaicurus, foi ao TRT24 (Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região) contra o movimento grevista, que começou nas primeiras horas desta terça-feira (21), sem aviso prévio.

Na petição, os advogados do Setur apontam que a paralisação não foi aprovada em assembleia e as empresas do transporte não foram informadas que trabalhadores “cruzariam os braços”.

O desembargador considerou a paralisação ilegal. Por ser atividade essencial, mesmo em caso de greve, parte do serviço precisa ser mantido. “No caso dos autos, conforme visto, a greve foi deflagrada sem observância aos ditames legais, sendo, prima facie, abusiva”, ressaltou.

A decisão de iniciar a greve por tempo indeterminado, de acordo com Demétrio, foi tomada depois que o Consórcio Guaicurus enviou ofício à Prefeitura de Campo Grande informando que não pagaria o vale, referente a 40% dos salários dos trabalhadores, que venceu no dia 20. As empresas alegam estar em situação financeira do grupo é “bastante grave”.

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