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Capital

Prefeita promete enviar nova proposta com reajuste de 5,4% para professores

Adriane e a categoria voltam à mesa de negociação na segunda-feira (15)

Por Fernanda Palheta e Mylena Fraiha | 12/06/2026 11:34
Prefeita promete enviar nova proposta com reajuste de 5,4% para professores
Prefeita Adriane Lopes (PP) em reunião com comissão de professores e vereadores (Foto: Reprodução)

A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), garantiu que irá cumprir a aplicação do reajuste de 5,4% previsto na política do Piso 20h. A promessa foi feita para a categoria durante reunião entre a comissão de professores, vereadores e o Executivo na manhã desta sexta-feira (12), no Paço Municipal.

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A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, garantiu o reajuste de 5,4% previsto no Piso 20h para professores após reunião com a ACP e vereadores. Nova negociação ocorre na segunda-feira para definir a proposta e a fonte dos recursos, já que o município enfrenta déficit, gastando R$ 1,5 bilhão em salários contra R$ 960 milhões recebidos do Fundeb.

De acordo com o presidente da ACP (Associação Campo-Grandense de Professores), Gilvano Kunzler, a prefeita disse que irá formular uma proposta que contemple a reivindicação da categoria. O documento será enviado à entidade via ofício e, na segunda-feira (15), às 9h, os professores e a chefe do Executivo voltarão à mesa de negociação para definir a nova proposta.

"Após mais de uma hora de reunião, saímos com alguns avanços em relação às reivindicações da ACP. O primeiro ponto é a garantia de que teremos os 5,4% referentes à atualização do piso do magistério, agora vamos discutir os caminhos para viabilizar isso", disse o sindicalista.

Gilvano ainda aponta que a expectativa da categoria é implementar o reajuste ainda este mês. "O que a prefeita colocou hoje, e que a ACP e os vereadores conseguiram avançar na discussão, é que a Prefeitura continua reconhecendo a Lei do Piso e irá pagar os 5,4%. A forma como isso será feito, com eventual remanejamento de recursos dentro da Secretaria de Educação, começará a ser discutida na segunda-feira", completou.

O titular da Segov (Secretaria Municipal de Governo e Relações Institucionais), Ulisses Rocha, afirmou que todos os envolvidos chegaram a um entendimento. Segundo ele, o maior problema é a fonte do recurso. "Hoje já temos um déficit e o desafio é justamente entender como vamos reequilibrar essa situação. É isso que a comissão passará a discutir a partir de segunda-feira", disse.

O secretário detalhou que o valor que recebemos do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica) já é insuficiente.

"Recebemos cerca de R$ 960 milhões por ano e gastamos aproximadamente R$ 1,5 bilhão com o pagamento de salários. Ou seja, mais de R$ 500 milhões precisam sair do caixa da Prefeitura. Quando há redução de receitas, o impacto é direto. Por isso, precisamos sentar com a categoria e entender em quais pontos podemos avançar para garantir o cumprimento dos 5,4%", completou.

Também participam da reunião os vereadores Luiza Ribeiro (PT), Landmark Ferreira Rios (PT), Juari Lopes (PSDB), Riverton Francisco de Souza (PP) e o líder da prefeita na Câmara Municipal, Beto Avelar (PP).

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