ACOMPANHE-NOS     Campo Grande News no Facebook Campo Grande News no X Campo Grande News no Instagram Campo Grande News no TikTok Campo Grande News no Youtube
JULHO, QUINTA  16    CAMPO GRANDE 20º

Capital

Prefeitura acelera processo contra guardas que abandonam cargo ou faltam demais

Investigação poderá terminar em demissão, mas servidor terá direito à defesa antes da decisão

Por Kamila Alcântara | 16/07/2026 13:32
Prefeitura acelera processo contra guardas que abandonam cargo ou faltam demais
Guarda Civil Metropolitana durante patrulhamento em Campo Grande (Foto: Arquivo/Campo Grande News)

A Prefeitura de Campo Grande criou um procedimento mais rápido para investigar guardas civis metropolitanos suspeitos de abandonar o cargo ou faltar ao trabalho de forma frequente e sem justificativa.

RESUMO

Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!

A Prefeitura de Campo Grande criou um procedimento sumário para investigar guardas civis metropolitanos suspeitos de abandono de cargo ou faltas injustificadas. As regras, publicadas pela Secretaria de Segurança e Defesa Social, estabelecem etapas desde a identificação das ausências até a punição, que pode chegar à demissão. O servidor terá direito à defesa e, em caso de revelia, receberá um defensor nomeado.

As regras estão em resolução publicada pela Sesdes (Secretaria Especial de Segurança e Defesa Social) nesta quinta-feira (16). A medida organiza o caminho que deverá ser seguido pela Corregedoria da Guarda desde a identificação das faltas até uma possível punição.

O novo procedimento, chamado de sumário, será usado principalmente nos casos de abandono de cargo e inassiduidade habitual. A primeira situação ocorre quando o servidor deixa de trabalhar por determinado período. Já a segunda envolve faltas repetidas e injustificadas.

Texto também cita situações de acumulação ilegal de cargos públicos e faltas admitidas pelo próprio servidor e comprovadas por documentos. A resolução, porém, não explica com clareza se esses casos seguirão exatamente o mesmo rito.

Quando houver suspeita de irregularidade, a chefia deverá abrir um processo e reunir documentos, como folhas de ponto e registros das ausências. Antes de a investigação avançar, o caso será analisado pela Corregedoria-Geral da Sesdes.

Essa primeira análise servirá para verificar se existem provas mínimas, se os documentos estão corretos e se o procedimento sumário é adequado para o caso.

Se as informações forem insuficientes, a Corregedoria poderá recomendar o arquivamento ou pedir que sejam incluídas novas provas. Caso entenda que há elementos para continuar, será formada uma comissão com dois ou três servidores efetivos.

A comissão ficará responsável por ouvir o guarda investigado, analisar documentos, realizar diligências e receber a defesa por escrito. Depois, deverá produzir um relatório final dizendo se houve ou não infração disciplinar.

O resultado seguirá novamente para a Corregedoria e, depois, para a autoridade responsável pelo julgamento.

A punição pode chegar à demissão, conforme o Estatuto dos Servidores de Campo Grande. Isso, porém, não será automático. O servidor terá direito de conhecer a acusação e apresentar defesa.

Caso o guarda não se manifeste dentro do prazo, será considerado revel. Mesmo assim, a administração deverá nomear um defensor para representá-lo no processo.

Depois do julgamento, a decisão será publicada e registrada na ficha funcional do servidor.

A resolução não cria novas punições nem altera o número de faltas necessário para caracterizar abandono de cargo ou inassiduidade habitual. Com isso, ela funciona como um manual para padronizar e acelerar esse tipo de investigação dentro da Guarda Civil Metropolitana.

Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais.