Interventor diz que não teve tempo, mas vai andar de ônibus em Campo Grande
“Quero conhecer. Você tem que ver em abstrato e ver em concreto como funciona”, diz Alexandro
Vindo de Cuiabá (MT), o advogado Alexandro Adriano Lisandro de Oliveira, que é o interventor-geral do transporte público urbano ainda não teve tempo, mas promete que vai andar de ônibus para conhecer de perto o serviço ofertado em Campo Grande. Ele está na Capital há 30 dias e ainda vai conhecer os terminais.
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O interventor-geral do transporte coletivo de Campo Grande, Alexandro Adriano Lisandro de Oliveira, advogado vindo de Cuiabá, afirmou que ainda não teve tempo de andar de ônibus na capital, mas prometeu fazer o trajeto de forma discreta. A tarifa de R$ 4,95 está abaixo da média nacional de R$ 5,50. A partir de 16 de julho, começa o prazo de 180 dias para decidir se o contrato será mantido ou rompido.
“Eu não tive tempo ainda, adoro ir. Quero conhecer. Você tem que ver em abstrato e ver em concreto como funciona. Mas estou aqui há 30 dias, eu tive que me mudar, adequar a minha vida, estou com meus filhos de férias. É uma correria. Já gostaria de ter andando de ônibus, inclusive. Não é essencial, mas é o meu perfil”, afirma Alexandre. Ele conta que vai fazer esse tour de forma discreta e sem divulgação.
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De acordo com o interventor, o objetivo do trabalho é garantir a continuidade dos serviços, mas o levantamento também traz análise de custo, viabilidade e, pontualmente, melhorias.
Em caso de uma nova licitação, serão necessários ainda mais estudos, pois o transporte segue modelagem de antes de 2012. “Mudou o número de passageiros, não tinha patinete, carro por aplicativo”.
Quanto ao valor da tarifa, que é de R$ 4,95, Alexandro avalia que está abaixo da média nacional: R$ 5,50. “Comparativamente, ela está abaixo da média nacional. Mas a própria lei trouxe a possibilidade de duas tarifas, que é aplicado em Campo Grande. Tem a tarifa pública, cobrada do usuário, e a técnica, que é aquela necessária para o real custeio do sistema. Quando a técnica é maior do que a pública, é passado como subsídio. Em Cuiabá, a tarifa é R$ 4,95 há quatro anos. O transporte público é subsidiado no mundo inteiro”.
O transporte público de Campo Grande tem 400 ônibus, média de 120 mil passageiros por dia e mil funcionários.
A partir de hoje, dia 16 de julho, começa a contar o prazo de 180 dias para a decisão final se o contrato será mantido ou rompido pela administração pública. O prazo final é até janeiro, considerando o período de seis meses.
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