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Campo Grande, Quinta-feira, 20 de Setembro de 2018

15/08/2018 12:28

Prefeitura adota medida publicitária anticorrupção proposta pelo MPF

Ações e programas podem contar com R$ 900 mil no próximo ano

Kleber Clajus
Medida foi validada em evento na Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul, em Campo Grande (Foto: Kleber Clajus)Medida foi validada em evento na Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul, em Campo Grande (Foto: Kleber Clajus)

Foi regulamentada, nesta quarta-feira (15), medida anticorrupção que destina 5% da verba publicitária da Prefeitura de Campo Grande para ações de marketing que criem uma cultura de intolerância a esse tipo de atitude nas esferas pública e privada. A lei existe desde 2016.

Evento na sede da Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul) validou que, a partir do próximo ano, sejam investidos ao menos R$ 900 mil em ações e programas de pesquisa do fenômeno da corrupção, a conscientização de seus danos, incentivo para o registro de denúncias e a propagação de comportamentos éticos.

Todas as atividades estão sob responsabilidade da Controladoria-Geral de Fiscalização e Transparência do município, que ainda vai elaborar em até um ano o Código de Ética dos servidores públicos e promoverá sua capacitação a cada cinco anos.

Para o prefeito Marquinhos Trad (PSD), tal investimento poderia ser evitado se as pessoas seguissem a recomendação bíblica do "não furtarás". Mesmo assim acredita que adotando uma das 10 medidas contra a corrupção, propostas pelo MPF (Ministério Público Federal), seria possível devolver aos cidadãos serviços públicos livres do prejudicial "jeitinho".

O vereador Lívio Leite (PSDB), autor do projeto de lei em conjunto com Eduardo Romero (Rede), disse que "antes de qualquer discurso esse é um passo prático para desenvolver cultura de intolerância a corrupção no município".

Medida havia sido aprovada em 2016 e, desde então, aguarda ser regulamentada pelo prefeito. "Esse decreto veio da sensibilidade dos legisladores", admitiu Marquinhos Trad. "Vamos fazer nossa parte, mas o principal está em ensinar os filhos [a respeitar as leis]".

 



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