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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

29/06/2016 13:06

Prefeitura blinda Central de Compras contra explicações sobre uniformes

Fernanda Mathias
Uniformes custaram R$ 3,8 milhões e duas empresas venceram licitação; uma delas é investigada em quatro estados por suspeita de envolvimento em superfaturamento. (Foto:Divulgação)Uniformes custaram R$ 3,8 milhões e duas empresas venceram licitação; uma delas é investigada em quatro estados por suspeita de envolvimento em superfaturamento. (Foto:Divulgação)

Servidores municipais estão impedidos de falar sobre a compra, pela Prefeitura de Campo Grande, de uniformes escolares. As bermudas foram fabricadas no Paraguai e são alvo de reclamação de pais quanto à qualidade do material utilizado. Na visão do município, o assunto já foi esgotado e acompanhado pela imprensa, não sendo possível interromper o trabalho de funcionários do setor para dar explicações.

Diante das suspeitas colocadas sobre os uniformes, a reportagem buscou junto à Prefeitura informações especificamente quanto ao processo de licitação. Além das peças fabricadas no Paraguai, uma das empresas vencedoras é alvo de investigações sobre suposto cartel em várias prefeituras pelo Brasil.

A alegação da Prefeitura da Capital é de que o processo foi público, inclusive acompanhado pela mídia e com todas as etapas divulgadas em Diário Oficial. A proposta de ouvir a responsável pela Central de Compras é detalhar cada etapa do processo da compra pública e especialmente de que forma é feita a análise pela comissão de licitação. A resposta da assessoria foi de que não poderia “parar servidores para falar de um assunto esgotado”.

Sob suspeita – A empresa Nilcatex Têxtil, uma das vencedoras da licitação de R$ 3,8 milhões da Prefeitura de Campo Grande para a aquisição de uniformes escolares, tem filial na Capital e é alvo de investigações em Mato Grosso do Sul e outros quatro estados, que apuram superfaturamento em compras públicas.

Em Campo Grande, a Nilcatex e a Odilara Frassão Calçados Eireli venceram a licitação feita pela prefeitura para a compra de uniformes aos alunos da Reme (Rede Municipal de Ensino). Da primeira foram adquiridas camisetas e da segunda as bermudas fabricadas no Paraguai. A fabricante alega que trata-se de estratégia para redução de custos, mas que os critérios de qualidade são cumpridos.

A Nilcatex venceu nos últimos quatro anos as concorrências abertas pelo Executivo para fornecimento de uniformes e kits escolares. Mais de R$ 16 milhões já foram pagos à empresa com sede em Blumenau (SC).



Não sei porque todo esse mimimi por causa de um produto feito no Paraguay. Por acaso a qualidade é ruim?Tenho certeza que muita gente não teria roupa pra colocar nos filhos irem na escola se não fosse o uniforme que recebem gratuitamente... afinal, muitas crianças vão até sem se alimentarem direito. Claro que quanto ao superfaturamento o caso tem que ser investigado, afinal tem muita coisa errada acontecendo. Mas questionar qualidade, que não é ruim, do que recebe gratuitamente já é demais né? Queriam roupa de grife por acaso?
 
Mariana Carvalho em 29/06/2016 14:02:35
Esse prefeito pensa que o regime é de ditadura, manipula e ameaça sem diálogo, quem não deve não teme!
E essa central de compras é uma tremenda farsa, se na esfera da união ja fazem o que querem, imaginem em um município como Campo Grande na gestão de um prefeito que é outra farsa?
Uma administração incapaz e negligente em uma capital de quase um milhão de habitantes. Precisamos nos unir e tirar do poder esse prefeito, a união dos povos já tirou dois presidentes da república, o que é tirar um prefeito como esse de Campo Grande?
 
Guto em 29/06/2016 13:52:44
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