Prefeitura diz que licitação ampliará manejo de árvores
Certame foi suspenso e passará por adaptação, segundo Sisep; cidade ainda tem galhos não recolhidos
As tempestades recentes voltaram a expor a necessidade de ações preventivas no manejo de árvores em Campo Grande e de uma resposta rápida para retirar troncos e galhos após episódios de ventania. Enquanto resíduos de podas e árvores ainda podem ser encontrados em calçadas e canteiros, a prefeitura afirma que pretende ampliar o serviço com uma nova contratação.
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A licitação prevista para essa finalidade, no entanto, está suspensa. O certame estimava gastos de até R$ 20,3 milhões e deveria ter a disputa de preços na próxima segunda-feira (5). Segundo a Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos), o edital passará por adequações antes de ser relançado.
A demanda ganhou ainda mais relevância depois dos temporais de setembro. Em um dos episódios, mais de 150 pedidos de ajuda chegaram ao Corpo de Bombeiros. A prefeitura afirma que possui equipes e contratos para atender ocorrências, mas reconhece que a nova contratação deverá aumentar a capacidade de manutenção preventiva.
Pelas ruas, ainda há sinais de serviços que não foram concluídos. No Bairro Bela Vista, a prefeitura realizou uma ampla poda na vegetação às margens do Córrego Vendas, na altura das Ruas Cayová e Nelson Figueiredo Júnior, mas troncos e galhos permanecem no local há dias. Situação semelhante pode ser encontrada na região do Santa Fé, com restos de árvores sobre calçadas.
Esta manhã, ao anunciar obras no Tijuca, a prefeita Adriane Lopes (PP) informou que a intenção de ampliar a estrutura de manejo está relacionada à preocupação com eventos climáticos e à necessidade de prevenção. “A equipe da prefeitura está preparada e existem contratos vigentes. Estamos tentando melhorar a prestação de serviços para a população. Diante do El Niño e das mudanças climáticas, precisamos criar novos mecanismos e formas de trabalho para evitar problemas futuros”, afirmou.
A prefeita disse ainda que o município mantém acompanhamento das condições meteorológicas e equipes para atender ocorrências.
“Estamos trabalhando preventivamente, e as nossas equipes estão a postos. A Defesa Civil monitora a situação todos os dias, de hora em hora, para identificar qualquer alteração. Também estamos comunicando à imprensa e à população qualquer evento ou situação que possa acontecer. Temos contratos vigentes e estamos avançando para garantir e assegurar os serviços”, completou.
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O secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, André Brandão, explicou que os contratos atualmente existentes não abrangem toda a Capital e que a nova licitação foi planejada justamente para preencher essa lacuna. “O que pretendemos com essa nova licitação é ampliar o serviço nas sete regiões de Campo Grande, para uma manutenção, de fato, preventiva”, afirmou.
Segundo Brandão, a suspensão ocorreu porque o edital precisa passar por adequações antes de abrir prazo para propostas. Ele descartou que a interrupção do processo deixe a cidade sem atendimento enquanto a contratação não é concluída e citou as equipes da Sisep e da Defesa Civil como estruturas disponíveis para atuar nas ocorrências.
Licitação suspensa – A publicação da suspensão saiu na quarta-feira (30), 5 dias antes da disputa de preços. A seleção é para a poda e remoção de árvores.
Pelo edital, consta a realização de 19.673 podas, 1.577 remoções e 787 retiradas de árvores caídas. O município utiliza os números como referência para calcular o valor da contratação, mas pagará apenas pelos serviços efetivamente executados.
Além das podas e remoções, constaram no edital serviços de adequação da área livre, destoca, trituração e destinação dos resíduos. A contratação previu ação nas sete regiões urbanas de Campo Grande: Anhanduizinho, Bandeira, Centro, Imbirussu, Lagoa, Prosa e Segredo, com maior orçamento para o Anhanduizinho, com R$ 4,95 milhões. Na sequência, apareceu o Bandeira, com R$ 3,74 milhões; Prosa, R$ 3,43 milhões; Lagoa, R$ 3,07 milhões; Imbirussu, R$ 2,61 milhões; e Segredo, R$ 2,50 milhões. A duração inicial do contrato será de 12 meses.
O processo administrativo começou em 2025. Dias antes da suspensão, uma empresa interessada no pregão informou ter encontrado dificuldades para localizar o processo no Portal de Compras e cadastrar sua proposta. Na terça-feira (29), a Selc (Secretaria Especial de Licitações e Contratos) informou que havia solucionado o problema e que o sistema estava disponível. No dia seguinte, a Sisep pediu a interrupção do certame. Brandão afirmou que a prefeitura adequará o edital para colocá-lo novamente em disputa. Enquanto a contratação não avança, a prefeitura sustenta que as estruturas e contratos já existentes continuam executando os serviços emergenciais e de manutenção.





