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Capital

Prefeitura inicia hoje limpeza em prédio da Omep, abandonado há mais de 5 anos

Após investigação de corrupção em licitações, o contrato foi encerrado em dezembro de 2016

Por Guilherme Correia e Cleber Gellio | 26/01/2022 09:39
Servidores da Sesau e Sisep realizaram trabalho de limpeza nesta manhã, em prédio da Omep, no Bairro Tiradentes. (Foto: Marcos Maluf)
Servidores da Sesau e Sisep realizaram trabalho de limpeza nesta manhã, em prédio da Omep, no Bairro Tiradentes. (Foto: Marcos Maluf)

Por risco à saúde pública, a prefeitura de Campo Grande iniciou limpeza no antigo prédio da Omep (Organização Mundial para Educação Pré-escolar), na Rua Barão de Ubá, no Bairro Tiradentes, em Campo Grande. O trabalho começou na manhã desta quarta-feira (26).

A iniciativa é respaldada por ação judicial de 16 de dezembro, impetrada pelo próprio município, após ser provocado pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) no início do mês anterior.

O local está abandonado há anos, após ter contratos encerrados em 2016, e teve uma série de estruturas furtadas ao longo do tempo, além de abrigar moradores em situação de rua.

Antigo prédio de instituição servia de teto para moradores de rua. (Foto: Marcos Maluf)
Antigo prédio de instituição servia de teto para moradores de rua. (Foto: Marcos Maluf)

Participaram do serviço, profissionais da Coordenadoria de Controle de Endemias Vetoriais, vinculada à Sesau (Secretaria Municipal de Saúde Pública), da Coordenadoria de Saúde Ambiental, da Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos), além de oficiais de Justiça.

A auditora fiscal Patrícia Ferreira de Souza explica ao Campo Grande News que hoje serão identificadas as causas de risco sanitário e serão recolhidos materiais orgânicos que possam proliferar animais peçonhentos e ofereçam risco à saúde pública.

A medida foi tomada após checagem da Vigilância Sanitária, em 9 de novembro do ano passado, após provocação do MPMS. Foi verificado que havia, ali, todo o tipo de resíduo que poderia proporcionar esse risco à saúde.

Quando chegamos aqui, encontramos restos de alimentos, fraldas e havia pessoas que ocupavam o prédio.”

O Executivo municipal tentou contato com representantes legais da instituição, mas não obteve êxito e, por isso, entrou com ação avalizada pelo juizado.

O coordenador de vetores, Vagner Ricardo dos Santos, durante trabalho nesta manhã. (Foto: Marcos Maluf)
O coordenador de vetores, Vagner Ricardo dos Santos, durante trabalho nesta manhã. (Foto: Marcos Maluf)

O coordenador de vetores, Vagner Ricardo dos Santos, chefiou a equipe de 21 profissionais que coletaram material, nesta manhã, que também será encaminhado, posteriormente, para análise e identificação, a fim de embasar o laudo do município a respeito do cumprimento da ação de hoje.

Ele garantiu que “tudo o que oferecer risco” será retirado pela equipe nos próximos dias e acrescenta que terá de ser feito manualmente, já que paredes teriam de ser demolidas para entrar com máquinas. “Vai levar pelo menos dois dias de trabalho, porque vai ser tudo braçal. Mesmo que a Sisep tenha estrutura, seria inviável quebrar um muro para entrar com a máquina para retirar mais rápido.”

Santos ressalta que a ação trará segurança às pessoas que ocupam o local, atualmente, e que o prédio será interditado totalmente em seguida.

Entrada do local, abandonado desde 2016. (Foto: Marcos Maluf)
Entrada do local, abandonado desde 2016. (Foto: Marcos Maluf)

Entenda o caso - O prédio da Omep se tornou alvo de operação e teve contratos encerrados com a prefeitura de Campo Grande em 2016 e está abandonado desde então.

Diversas vezes, o Campo Grande News noticiou crimes na região, além de reclamações da vizinhança quanto a falta de segurança provocada pelo abandono da construção.

A Operação Urutau, desencadeada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), investigou a prática de improbidade administrativa, crimes de falsidade ideológica, peculato, lavagem de capitais e associação criminosa pelos presidentes da Seleta Sociedade Caritativa e Humanitária e Omep, Gilbraz Marques e Maria Aparecida Salmaze.

A ação apontou que a instituição firmava convênios com a prefeitura da Capital, pelo qual era contratado pessoal terceirizado para diferentes setores, como Assistência Social e Educação.

A entidade e a presidente foram condenadas pelo Poder Judiciário, que também determinou o rompimento dos convênios.

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