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Capital

Diogrande traz 4 páginas de regras para volta às aulas a partir de segunda

São inúmeros detalhes para que as crianças de 0 a 5 anos e até o laço de cabelo está fora da lista do "novo normal"

Por Ângela Kempfer | 14/09/2020 17:20
Crinaça tem as mãos higienizadas na entrada de escola em Campo Grande. (Foto: Divulgação)
Crinaça tem as mãos higienizadas na entrada de escola em Campo Grande. (Foto: Divulgação)

Edição extra do Diário Oficial de Campo Grande traz 4 páginas de regras para o retorno às aulas em berçário e Educação Infantil. O trabalho presencial pode ser retomado a partir da próxima segunda-feira, dia 21.

Desde o início da pandemia, é o texto mais longo com normas para volta às atividades. Nem o comércio recebeu tantas determinações quando retomou o atendimento ao público.

A autorização não vale para todos os alunos. "Os pais e responsáveis devem ser informados que os alunos só poderão retornar às aulas presenciais se estiverem no município em período superior ou igual 7 dias e devem cumprir isolamento domiciliar voluntário de 7 (sete) dias, mesmo que assintomáticos, para o retorno das atividades presenciais", estabelece o decreto.

Para começar, antes de voltar com as turmas presenciais, os responsáveis pelas escolas devem assinar um termo de compromisso com a prefeitura de Campo Grande. Depois, quem reabrir as portas, terá de respeitar lotação máxima de 30% da capacidade do estabelecimento.

Até o laço de cabelo está fora da lista do "novo normal". "Os alunos devem manter cabelos presos, quando pertinente, e não utilizar adereços, como laços de cabelo, brincos, pulseiras e anéis no ambiente escolar

Funcionários e professores, por exemplo, são orientados a lavar as mãos, pelo menos, 10 vezes ao dia, desde o momento que chegam á instituição, até depois de tocar em objetos que foram manipulados por outras pessoas ou alunos.

Dentro da sala, as mesas e carteiras devem manter distanciamento mínimo de 1,5 metro entre os alunos, inclusive. "considerando as movimentações dos alunos nas carteiras, que devem estar viradas para a mesma direção, ao invés de estarem posicionadas de frente uma pra outra. Essa é uma forma de reduzir a transmissão da doença causada por gotículas contendo vírus", justifica a prefeitura no texto.

Outra mudança é que os horários de entrada e saída dos alunos devem ser escalonados, "de modo a evitar aglomerações nas áreas de acesso às instituições".

O decreto orienta que “sempre que possível, as áreas ao ar livre devem ser aproveitadas para a realização de atividades, desde que mantidas as condições de distanciamento físico e higienização de superfícies.”

O uso de espaços para o "soninho” será permitido apenas para crianças de até 3 anos, em local com espaçamento de berços e bem ventilado.

Na Escola Cheiro de Alecrim, criança usa máscara em "bolha" de acrílico.
Na Escola Cheiro de Alecrim, criança usa máscara em "bolha" de acrílico.

Máscaras - Além disso, é obrigatório o uso de máscaras faciais durante as aulas pelos adultos. A regra não vale para o berçário. "As máscaras faciais de tecido não devem ser colocadas em bebês e crianças menores de 2 (dois) anos de idade devido ao risco de asfixia".

É facultado o uso de máscaras faciais em crianças até 6 anos de idade pelo risco do uso inadequado das mesmas.  Mesmo assim, em outro ponto, o decreto orienta que "os pais ou responsáveis pelos alunos devem ser orientados a encaminhar, junto ao material escolar, máscaras faciais adicionais, de acordo com o período de tempo que o aluno permanecerá na instituição, sendo recomendável a troca das máscaras a cada 3 (três) horas, e recipientes individuais e identificados para guarda das máscaras utilizadas para posterior higienização".

Também devem ser cumpridas todas as normas de higienização, com uso de álcool gel e limpeza das salas a cada mudança de turma.

Na entrada, precisa ser feita a aferição de temperatura de alunos e funcionários, com termômetro infravermelho. Pessoas e alunos que apresentarem temperatura igual ou superior a 37,8ºC e/ ou outros sintomas relacionados à covid-19 não devem ser admitidas na instituição de ensino", reforça o decreto.

Brinquedos - Uma das preocupações dos pais, os brinquedos, tem parágrafos detalhados sobre o uso. Não devem ser usados aqueles que não possam ser limpos e higienizados. "Os brinquedos que as crianças colocaram na boca ou que estão contaminados por secreções ou excreções corporais devem ser deixados fora do alcance das crianças, até que sejam limpos e desinfetados por um funcionário da instituição".

Os brinquedos que necessitam ser higienizados devem ser guardados em recipiente liso, lavável e identificado e mantidos fora do alcance das crianças;

Bibliotecas devem ter o retorno gradual e parcial, "com avaliação contínua sobre a possibilidade do uso seguro destes espaços, principalmente em relação ao serviço de consulta de livros"

"Se houver um ou mais casos confirmados de covid em uma mesma sala, as instituições de ensino devem suspender imediatamente as atividades presenciais da turma pelo período de 7 dias, podendo ser estendido até 10 dias ou mais, de acordo com os resultados do monitoramento de sintomas", define a prefeitura.

Veja o texto completo na edição do Diogrande que acaba de ser publicada. Clique aqui

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