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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

23/04/2015 10:34

Preso acusado de matar agente por vingança vai a júri nesta quinta

Filipe Prado
Adriano alega ser inocente das acusações (Foto: Alcides Neto)Adriano alega ser inocente das acusações (Foto: Alcides Neto)

O acusado de matar a tiros o agente penitenciário estadual Hudson Moura da Silva, em outubro de 2011, Adriano José Lopes, 34 anos, foi a julgamento na 1ª Vara do Tribunal do Júri nesta quinta-feira (23) e alegou inocência do crime. Rafael Gomes Gonçalves também está sendo julgado, mas não compareceu a sessão, sendo ele o principal acusado, pois jurou o agente de vingança.

De acordo com a acusação, dias antes do crime, Rafael tentou entrar com três aparelhos celulares no Estabelecimento Penal de Regime Aberto e Casa do Albergado, localizado na Vila Sobrinho, mas foi flagrado e os materiais apreendidos. Um dos telefones seria para Adriano.

No dia 31 de outubro, por volta das 5h30 da manhã, Hudson foi morto a tiros no momento em que abria o portão do estabelecimento para a liberação dos internos.

Durante o julgamento, Adriano assegurou que não cometeu o crime, alegando que chegou às 20h15 no local, não sabendo sobre a apreensão dos celulares, e saindo somente ás 9h do estabelecimento, quatro horas depois do assassinato. "Não tinha como eu sair".

O diretor do estabelecimento e agente penitenciário, Mauro César Barbosa, testemunha do julgamento, contou que Rafael jurou vingança a Hudson, mas que Adriano não estava envolvido.

Ele confirmou a versão de Adriano, alegando que o acusado estava dentro do estabelecimento no momento do assassinato. “Tenho certeza. Eu vi o horário em que o Adriano saiu do pavilhão”, apontou o diretor.

A defesa ainda levantou a hipótese de que Hudson tenha sido assassinado por engano, já que outro agente penitenciário registrou um boletim de ocorrência apontando as ameaças sofridas.

A esposa de Hudson contou que ele sempre recebia ameaças de internos, mas não havia comentado sobre nada recente.

Adriano cumpre pena no Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande por tráfico de drogas até fevereiro de 2017, onde passa, novamente, para o regime aberto.

O júri irá se reunir e no começo da tarde de hoje a sentença deve ser expedida.



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