Preso em operação da PF no ano passado volta a ser alvo por comércio de armas
Arthur Ricardo Coelho foi detido em flagrante em outubro de 2025 com revólver, munições e cartucho de fuzil

Um dos quatro presos na Operação Arsenal Oculto, deflagrada pela PF (Polícia Federal) nesta quarta-feira (5), já havia sido detido durante a Operação Hereditas Damnare, realizada em outubro do ano passado e responsável por revelar a rede clandestina de comércio ilegal de armas em Mato Grosso do Sul. Arthur Ricardo Coelho, de 46 anos, foi preso em flagrante na época com um revólver, munições e um cartucho de fuzil e voltou a ser alvo da PF por suspeita de integrar o esquema investigado.
RESUMO
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A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (5) a Operação Arsenal Oculto, prendendo quatro suspeitos de integrar uma rede clandestina de comércio ilegal de armas em Mato Grosso do Sul. Um dos detidos, Arthur Ricardo Coelho, 46 anos, já havia sido preso na Operação Hereditas Damnare, em outubro de 2024. As investigações tiveram origem na análise de um celular apreendido naquela ocasião, que revelou conversas ligadas ao esquema criminoso.
Além de Arthur, também tiveram mandados de prisão preventiva cumpridos Sidney Tiago de Albuquerque Finco, Willyan de Oliveira Garcia e Lincon Worion Bezerra Maes. Ao todo, a operação mobilizou equipes para cumprir quatro mandados de prisão e cinco de busca e apreensão em Campo Grande e Ribas do Rio Pardo.
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As investigações que culminaram na Operação Arsenal Oculto começaram após a perícia em um telefone celular apreendido durante a Operação Hereditas Damnare. A análise do aparelho revelou conversas e outros elementos que apontavam para a existência de uma estrutura voltada ao comércio clandestino de armas de fogo e munições, responsável por captar armamentos, intermediar negociações e encontrar compradores.
No caso de Arthur, policiais federais cumpriam mandado de busca e apreensão em sua residência, no Bairro Vila Nova Campo Grande, em 2 de outubro de 2025, quando localizaram um revólver calibre .38 carregado com cinco munições, outras dez munições do mesmo calibre, um carregador de pistola calibre 9 milímetros com duas munições e um cartucho de fuzil de uso restrito.
Em depoimento à Polícia Federal na época, Arthur admitiu ser o proprietário do revólver e afirmou que comprou a arma de um caminhoneiro por R$ 2,2 mil para proteger a família, alegando que o bairro onde mora é violento. Sobre o carregador, as munições de 9 milímetros e o cartucho de fuzil, disse que os objetos haviam sido encontrados por funcionários do lava-jato de sua propriedade no interior de veículos de clientes e que foram levados para sua residência até que os donos aparecessem para buscá-los.
O Ministério Público denunciou Arthur por posse irregular de arma de fogo de uso permitido e posse de munição de uso restrito. Apesar da prisão em flagrante, ele obteve liberdade provisória após audiência de custódia, mediante o cumprimento de medidas cautelares, entre elas o recolhimento domiciliar no período noturno.
Posteriormente, ao analisar pedido de revogação da prisão preventiva no âmbito da Operação Hereditas Damnare, a Justiça Federal manteve Arthur preso. Na decisão, o juiz federal Felipe Alves Tavares destacou que conversas extraídas do celular de outro investigado apontavam, em tese, para a prática de comércio ilegal de armas envolvendo Arthur.

O magistrado também considerou que depósitos bancários feitos por Allifer de Oliveira, condenado posteriormente por participação no esquema de tráfico investigado pela Hereditas Damnare, reforçavam os indícios de ligação entre Arthur e a organização criminosa. Para o juiz, também não era crível a versão de que as munições apreendidas em sua residência haviam sido encontradas em veículos de clientes do lava-jato e estavam guardadas apenas para eventual devolução.
Foi justamente a análise do aparelho celular apreendido durante a Hereditas Damnare que permitiu aos investigadores identificar a rede clandestina de comércio de armas e munições, dando origem à Operação Arsenal Oculto, deflagrada nesta quarta-feira.
A reportagem procurou a defesa de Arthur Ricardo Coelho. O advogado informou que ainda está tomando conhecimento dos autos e, por isso, não se manifestaria neste momento. O espaço permanece aberto para eventual posicionamento.
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