Preso por estuprar enteadas, pastor ameaçou ex de morte: "você ou eu no caixão"
Líder religioso e músico cometeu abusos contra as vítimas e a filha por ao menos 10 anos
Preso por estuprar as enteadas e a filha por aproximadamente 10 anos, o pastor de 41 anos ainda ameaçou a ex-companheira de morte ao saber que ela estava em um novo relacionamento. O homem foi capturado no último dia 20 de janeiro quando a mulher procurou a Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) para registrar o boletim de ocorrência.
RESUMO
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Um pastor de 41 anos foi preso por estuprar as enteadas e a própria filha por cerca de 10 anos. As vítimas relataram que os abusos começaram quando tinham entre 6 e 7 anos, evoluindo para atos sexuais. O caso foi descoberto após a ex-companheira do pastor registrar um boletim de ocorrência na Deam, após ser ameaçada de morte por ele. A polícia encontrou no celular do suspeito vídeos das vítimas tomando banho, reforçando as denúncias. O pastor também é acusado de violência psicológica e ameaças. A juíza decretou sua prisão preventiva devido ao risco de reiteração criminosa. As vítimas foram encaminhadas para exames periciais, e o caso está sob investigação da DEPCA por envolver menores.
Conforme apurou o Campo Grande News, uma das vítimas contou que começou a ser abusada pelo padrasto entre os 6 e 7 anos de idade. O crime começou com toques íntimos até que evoluiu para o ato sexual. No relato, ela ainda afirmou que foi o pastor quem tirou sua virgindade.
A menina ainda relatou que em um episódio decidiu confrontar o pastor e filmou a conversa em que o homem fala dos abusos. A polícia encontrou no celular do suspeito ainda vídeos das enteadas tomando banho, reforçando a materialidade dos crimes denunciados.
Ainda segundo apuração jornalística, em novembro do ano passado, o homem descobriu que a ex-companheira estava em um relacionamento e então entrou em contato e a ameaçou de morte. “Nosso próximo encontro será você dentro do caixão ou eu”, um dos motivos pelo quais ela decidiu procurar a delegacia.
Para saber da rotina da família, o homem manteve contato com a filha e, para a polícia, há risco de que ele pratique novos atos de ameaça ou intimidação contra as vítimas. “O risco de reiteração criminosa é evidente”, um dos motivos pelos quais ele teve a prisão preventiva decretada pela juíza Saskia Elisabeth Schwanz.
Descoberta - A ex-companheira do pastor tomou conhecimento dos abusos cometidos contra as filhas dela e contra a própria filha do investigado. As vítimas relataram que os crimes ocorreram quando ainda eram crianças e adolescentes. O boletim de ocorrência também aponta episódios de ameaças e violência psicológica.
A prisão foi cumprida por investigadores da DEPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente), que assumiu o caso por envolver vítimas menores de idade. Os abusos vieram à tona durante uma conversa familiar sobre conflitos surgidos após a separação do casal.
O homem é investigado pelo crime de estupro de vulnerável, com agravante pelo fato de exercer autoridade sobre as vítimas. Ele será encaminhado ao sistema prisional. Conforme a Polícia Civil, as vítimas foram encaminhadas para exames periciais.
Por se tratar de crime sexual envolvendo vítima vulnerável, informações detalhadas sobre a dinâmica dos fatos, local exato e identidade das partes não foram divulgadas. A medida visa preservar a integridade da vítima e evitar exposição indevida, conforme prevê o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente).
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