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Capital

Presos pelo Gaeco passarão a noite em presídio e serão ouvidos nesta quinta

Operação Turn Off investiga fraude em licitações e contratos da Saúde e da Educação estadual

Por Anahi Zurutuza e Ana Beatriz Rodrigues | 29/11/2023 14:50
Van e outras viaturas com presos deixam o Cepol em direção ao Imol (Foto: Alex Machado)
Van e outras viaturas com presos deixam o Cepol em direção ao Imol (Foto: Alex Machado)

Presos pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crimes Organizado) em Campo Grande serão levados ainda nesta tarde para o Centro de Triagem e Estabelecimento Penal Feminino Irmã Irma Zorzi. Os homens e mulheres alvos de mandados de prisão expedidos para a Operação Turn Off só serão ouvidos nesta quinta-feira, dia 30.

Conforme apurado pelo Campo Grande News, são cinco homens e duas mulheres presos na Capital e levados para o Cepol (Centro Especializado de Polícia Integrada), no Bairro Tiradentes. O entra e sai de advogados é intenso na unidade, mas nenhum dos defensores está tendo acesso aos clientes. A informação é que terão permissão para conversar com os alvos amanhã antes das oitivas.

Do Cepol, os homens e mulheres serão levados até o Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal), onde passarão por exame de corpo de delito e depois, para as unidades penais.

Estão presos o secretário-adjunto de Educação, Édio Antônio Resende de Castro, as servidoras Simone de Oliveira Ramirez Castro e Andrea Cristina Souza Lima, e o ex-superintendente de Comunicação, Thiago Mishima. Também foram cumpridos mandados de prisão contra o empresário Sergio Duarte Coutinho Junior e ainda contra Victor Leite de Andrade e Paulo Henrique Muleta Andrade.

O Governo de Mato Grosso do Sul divulgou nota oficial informando que "serão imediatamente afastados de suas funções todos os servidores da administração estadual investigados" pela operação desencadeada nesta quarta-feira (29).

Dólares e euros apreendidos na casa de um dos alvos (Foto: Gaeco/Divulgação)
Dólares e euros apreendidos na casa de um dos alvos (Foto: Gaeco/Divulgação)

A operação - O Ministério Público de Mato Grosso do Sul investiga o desvio de R$ 68 milhões em contratos com empresas que prestam serviços e fornecem produtos para as secretarias de Educação e Saúde de Mato Grosso do Sul. As apurações começaram durante a Operação Parasita, deflagrada no dia 7 de dezembro de 2022.

Segundo o Gaeco, “Turn Off” faz referência ao "primeiro grande esquema descoberto nas investigações, relativo à aquisição de aparelhos de ar-condicionado e decorre da ideia de ‘desligar’ (fazer cessar) as atividades ilícitas da organização criminosa investigada”.

No total, foram expedidos oito mandados de prisão e 35 de busca e apreensão. Além dos sete presos na Capital, o ex-titular da Secretaria Estadual de Saúde, Flávio Brito, atual adjunto da Casa Civil, também foi alvo de busca e apreensão e intimado para depor amanhã na sede do Gaeco.

As buscas foram cumpridas em Campo Grande, mas também em Maracaju, Itaporã, Rochedo e Corguinho. Na casa de um dos alvos, foram apreendidos dólares e euros.

Nesta manhã, pelo menos duas empresas foram alvo de mandados de busca e apreensão: a Maiorca Soluções em Saúde e Isomed Diagnósticos, ambas têm contratos com o Governo de Mato Grosso do Sul, firmados até 2022, para fornecimento de produtos e serviços.

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