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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

08/01/2015 11:05

Problemas em residencial continuam dando dor-de-cabeça a moradores

Flávia Lima
Reboco e pintura estão saindo devido a umidade. (Foto:Marcelo Calazans)Reboco e pintura estão saindo devido a umidade. (Foto:Marcelo Calazans)
Rosângela mostra microfissuras e janelas com problemas. (Foto:Marcelo Calazans)Rosângela mostra microfissuras e janelas com problemas. (Foto:Marcelo Calazans)

                                                                                                                                                              O sonho da casa própria para moradores do Residencial João Alberto Amorim, no Jardim Caiobá, em Campo Grande, parece ter virado um pesadelo sem fim. Desde o ano passado eles sofrem com problemas nas casas, entregues pela prefeitura em junho de 2013. Em maio do ano passado a equipe do Campo Grande News esteve no local e regsitrou vários problemas nas unidades, como infiltrações e azulejos caindo das paredes. Até uma caixa d'água havia desabado, na época, inundando a casa de uma moradora.

Voltamos ao local essa semana e as condições de várias unidades continuam as mesmas. Revoltados, os moradores, alegam que a construtora Jbens, responsável pela obra, demora para solucionar os problemas. A empresa terceiriza a assistência aos moradores, através da empresa Cosil.

A cozinheira Rosângela Oliveira dos Santos, 51, mora em uma das casas de cinco cômodos com a neta Raíssa. Entre os problemas detectados em sua unidade, estão microfissuras embaixo das janelas dos quartos e da sala. “Quando chove escorre água por toda a parede, molha toda minha sala”, diz. Em um dos quartos a janela também está solta e que, segundo ela, foi mal instalada. Para dar mais segurança ao imóvel, ela colocou uma grade de ferro.

Além das rachaduras há problemas de vazamento no banheiro, ocasionando uma infiltração na parede da cozinha. Por causa disso, alguns azulejos já estão ocos. Recentemente Rosângela recebeu a visita de técnicos da construtora que trocaram algumas tomadas da casa que não funcionavam. “Não adiantou nada. A fiação é tão fina que se um eletrodoméstico ficar ligado por muito tempo começa a esquentar tanto que tenho medo que pegue fogo”, destaca.

Outro inconveniente apontado por Rosângela são as portas de madeira que já estão empenadas devido a umidade. O mofo também se espalhou por vários cômodos. “Tenho que lavar as paredes quase todo o dia porque minha neta é alérgica e já ficou doente por causa disso”, afirma.
Os problemas se repetem na casa da doméstica Conceição Félix de Souza, 65. Vazamentos na torneira da pia da cozinha e no banheiro já estão criando mofo no piso. Mesmo sem trabalhar por questões de saúde ela precisou gastar R$ 950,00 para colocar grades em todas as portas e janelas. “Elas já estão quebrando e tenho medo porque moro sozinha”, diz.

Os moradores reclamam que quando ligam na construtora para solicitar reparos, são mal atendidos.
O residencial conta com 298 unidades e segundo os moradores, muitos apresentam problemas. A Caixa Econômica, que liberou a verba para a construção, também acompanhou a execução da obra, responsabilidade da construtora JBens Participações. O projeto começou a ser desenvolvido em 2011 e foi concluído em junho de 2012.

O valor total das casas é de R$ 48 mil, desse montante R$ 3 mil é pago pelos moradores. O saldo devedor é dividido em 10 anos.

Assistência

De acordo com a engenheira Juliana Paraná, do setor de planejamento da JBens Participações, porém, a empresa nunca foi informada sobre as rachaduras. Ela disse que as microfissuras podem aparecer em qualquer tipo de obra e podem ser ocasionadas pro diversos fatores. “Precisaríamos ir até a casa ver porque cada caso é um caso”, diz. Porém, ela explica que alterações no clima acabam influenciando esses problemas, que são solucionados com rapidez.

Sobre o mofo, ela explicou que em períodos de chuva é comum o surgimento, especialmente se a casa fica fechada por muito tempo, e que se ele aparece em outra situação também precisaria avaliar a unidade para ver a origem do problema. A questão das infiltrações podem ser ocasionadas, segundo ela, devido a alguma alteração na residência, feita pelo proprietário. “Às vezes as pessoa sobem no telhado para instalar uma antena e acaba tirando uma telha do lugar, provocando a infiltração”, destaca.

Quanto a fiação, a engenheira explica que muitas pessoas tem o hábito de ligar vários aparelhos em uma única tomada o que não é aconselhável devido a sobrecarga de energia que acarreta na rede elétrica.
A engenheira explicou que todo o processo da execução da obra é muito rigoroso e foi vistoriado o tempo todo pela Caixa Econômica. “Não há a possibilidade de usarmos material de baixa qualidade ou executar um projeto com erros porque a Caixa não permitiria. É ela quem aprova a lista do material, incluindo as marcas que devemos usar”, afirma.

Juliana ainda destaca que a construtora presta toda a assistência técnica quando é solicitada e que alguns reparos podem demorar devido ao período de chuvas, mas que nenhuma solicitação fica em aberto.

A assessoria de imprensa da Emha (Empresa Municipal de Habitação) informou que o residencial foi executado pelo Programa Minha Casa, Minha Vida (PMCMV) e o contratante é o Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) operacionalizado pela Caixa Econômica Federal e que a partir do momento da entrega, a responsável passou a ser da Jbens.



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