ACOMPANHE-NOS     Campo Grande News no Facebook Campo Grande News no X Campo Grande News no Instagram Campo Grande News no TikTok Campo Grande News no Youtube
ABRIL, TERÇA  14    CAMPO GRANDE 24º

Capital

Procon abre investigação após 17 queixas sobre show do Guns em Campo Grande

Congestionamento de 14 km na BR-262 deixou boa parte do público fora do evento

Por Ângela Kempfer | 14/04/2026 19:40


RESUMO

Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!

O Procon de Mato Grosso do Sul abriu investigação após receber 17 reclamações de consumidores que perderam o show do Guns N' Roses em Campo Grande devido ao caos no trânsito. A empresa promotora foi notificada e tem 20 dias para se explicar. Motoristas enfrentaram até sete horas de congestionamento na BR-262, com 14 km de fila. A PRF apontou falhas na organização, enquanto a Santo Show culpou o volume de 35 mil pessoas na rodovia.

O Procon Mato Grosso do Sul abriu investigação após receber reclamações de consumidores que não conseguiram chegar a tempo ou perderam a maior parte do show da banda Guns N’ Roses realizado na última quinta-feira, em Campo Grande.

Ao todo, 17 pessoas formalizaram queixas. Destas, 76,5% afirmaram ter tentado resolver o problema diretamente com a empresa responsável antes de procurar o órgão, mas sem resposta  satisfatória..

A partir das denúncias, o Procon instaurou procedimento preliminar para apurar a responsabilidade da empresa promotora. A organização foi notificada e terá prazo de 20 dias para apresentar esclarecimentos.

Com a resposta, o órgão poderá adotar medidas administrativas, caso sejam constatadas irregularidades na prestação do serviço.

A apuração ocorre após um cenário de caos no acesso ao Autódromo de Campo Grande, onde o show foi realizado. Motoristas enfrentaram até sete horas de congestionamento na BR-262, em um trecho que chegou a registrar cerca de 14 quilômetros de fila. Trancados na rodovia, muitos fãs que estavam em carros e ônibus fretados resolveram seguir a pé.

Motoristas questionaram a ausência de uma terceira faixa para escoamento do tráfego, falta de fiscalização e de agentes para ordenar o trânsito, e relataram que caminhões continuaram circulando, apesar de restrições previstas até as 22h do dia do evento.

A PRF (Polícia Rodoviária Federal) atribuiu o problema à organização do evento, apontando descumprimento do plano de mobilidade previamente estabelecido. Entre os pontos críticos estariam demora pelo uso de QR Code para acesso, a falta de informações claras sobre estacionamento e falhas na gestão do fluxo de veículos, o que teria provocado tumulto na entrada.

Já a empresa responsável pelo evento, a Santo Show, alegou que a rodovia não suportou o volume de público, estimado em 35 mil pessoas.