Procon abre investigação após 17 queixas sobre show do Guns em Campo Grande
Congestionamento de 14 km na BR-262 deixou boa parte do público fora do evento
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O Procon de Mato Grosso do Sul abriu investigação após receber 17 reclamações de consumidores que perderam o show do Guns N' Roses em Campo Grande devido ao caos no trânsito. A empresa promotora foi notificada e tem 20 dias para se explicar. Motoristas enfrentaram até sete horas de congestionamento na BR-262, com 14 km de fila. A PRF apontou falhas na organização, enquanto a Santo Show culpou o volume de 35 mil pessoas na rodovia.
O Procon Mato Grosso do Sul abriu investigação após receber reclamações de consumidores que não conseguiram chegar a tempo ou perderam a maior parte do show da banda Guns N’ Roses realizado na última quinta-feira, em Campo Grande.
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Ao todo, 17 pessoas formalizaram queixas. Destas, 76,5% afirmaram ter tentado resolver o problema diretamente com a empresa responsável antes de procurar o órgão, mas sem resposta satisfatória..
A partir das denúncias, o Procon instaurou procedimento preliminar para apurar a responsabilidade da empresa promotora. A organização foi notificada e terá prazo de 20 dias para apresentar esclarecimentos.
Com a resposta, o órgão poderá adotar medidas administrativas, caso sejam constatadas irregularidades na prestação do serviço.
A apuração ocorre após um cenário de caos no acesso ao Autódromo de Campo Grande, onde o show foi realizado. Motoristas enfrentaram até sete horas de congestionamento na BR-262, em um trecho que chegou a registrar cerca de 14 quilômetros de fila. Trancados na rodovia, muitos fãs que estavam em carros e ônibus fretados resolveram seguir a pé.
Motoristas questionaram a ausência de uma terceira faixa para escoamento do tráfego, falta de fiscalização e de agentes para ordenar o trânsito, e relataram que caminhões continuaram circulando, apesar de restrições previstas até as 22h do dia do evento.
A PRF (Polícia Rodoviária Federal) atribuiu o problema à organização do evento, apontando descumprimento do plano de mobilidade previamente estabelecido. Entre os pontos críticos estariam demora pelo uso de QR Code para acesso, a falta de informações claras sobre estacionamento e falhas na gestão do fluxo de veículos, o que teria provocado tumulto na entrada.
Já a empresa responsável pelo evento, a Santo Show, alegou que a rodovia não suportou o volume de público, estimado em 35 mil pessoas.

