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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

12/06/2015 09:25

Professores em greve fecham Avenida Afonso Pena e fazem panelaço

Aline dos Santos e Flávia Lima
Professores protestam em frente à prefeitura da Capital. (Foto: Marcelo Calazans)Professores protestam em frente à prefeitura da Capital. (Foto: Marcelo Calazans)

No 18º dia de greve, os professores da Reme (Rede Municipal de Ensino) fecham a avenida Afonso Pena e promovem panelaço em frente à prefeitura de Campo Grande. Inicialmente, a interdição da via foi por 20 minutos, mas o suficiente para causar transtornos a motoristas e usuários do transporte coletivo, que precisaram procurar outro ponto para o embarque. Cerca de cem pessoas participam da mobilização.

Contudo, após assembleia no local, a categoria decidiu fechar a principal avenida da cidade por mais meia hora. Depois de participar de reunião nesta manhã com a administração municipal, o presidente da ACP (Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação), Geraldo Gonçalves Alves, anunciou que o poder público deve fazer nova contraproposta até às 16h desta sexta-feira.

O diálogo foi com o o secretário de Administração e interino da pasta da Educação, Wilson do Prado. A Agetran (Agência de Transporte e Trânsito) e BPTran (Batalhão da Polícia Militar de Trânsito) estão no local. Em frente à prefeitura, os guardas municipais reforçaram a segurança.

De acordo com Mariluce Cavalheiro, representante sindical, até ontem a administração manteve proposta de reajuste de 8,50%. Neste cenário, a categoria recusou e busca os 13,01% da integralização do Piso Nacional dos professores. Ainda de acordo com ela, foram nomeadas 61 pessoas recentemente. “Se não tem dinheiro, como faz as nomeações”, questiona Mariluce.

Na última segunda-feira, a administração municipal apresentou proposta de 8,5% parcelados até o mês de dezembro de 2015, sendo 0,5% em junho e 1,33% nos meses seguintes, até o final do ano.

Na terça-feira, a categoria sugeriu que os 13,01% fossem divididos em sete parcelas, sendo 1% para os meses de junho e julho; 2% em agosto, setembro, outubro; e 3,01% em dezembro. Dessa forma a reposição do piso estaria atendida.

Porém, depois de dois dias fazendo os estudos de impacto na folha de pagamento da educação, a prefeitura manteve a proposta de segunda-feira.

A greve começou em 25 de maio. Dois dias depois, o TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) determinou o retorno de 66% da categoria, sob pena de multa diária de R$ 50 mil. A rede municipal tem 8,3 mil professores, sendo seis mil concursados e 2,3 mil convocados, e 101 mil alunos.



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