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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

12/11/2014 14:11

Professores mantêm greve, mas já aceitam receber reajuste em 4 parcelas

Alan Diógenes
Ontem, os professores protestaram na Afonso Pena para pressionar prefeitura a conceder reajuste. (Foto: Alcides Neto)Ontem, os professores protestaram na Afonso Pena para pressionar prefeitura a conceder reajuste. (Foto: Alcides Neto)

Durante uma nova assembleia realizada na sede da ACP (Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública), os professores mantiveram a greve, que completa uma semana amanhã (13). No entanto, eles já aceitam o parcelamento do reajuste de 8,46% em quatro parcelas de 2,12%. O prefeito Gilmar Olarte (PP) tinha proposto parcelar em oito vezes.

A proposta apresentada anteriormente pelo prefeito era de que os professores suspendessem a greve, até que o impasse fosse resolvido. Os profissionais rejeitaram a proposta e solicitaram uma nova audiência com o gestor municipal para discutir a contraproposta.

Conforme o presidente da ACP, Geraldo Gonçalves, os professores continuam em greve e, em assembleia geral nesta quinta-feira (13), às 8h, discutirão a resposta da prefeitura. “Já encaminhamos a contraproposta ao prefeito que chega hoje a tarde de Corumbá. No período da noite ele deve estudar o documento e apresentar uma resposta. Dependendo do que ele falar, podemos ou não suspender a greve na tarde de amanhã”, explicou.

De acordo com a contraproposta, duas metades do reajuste, correspondente ao meses de outubro e novembro devem ser efetuadas nos salários de novembro. As outras duas parcelas devem ser pagas no mês de dezembro e janeiro. Os professores ainda pedem a garantia de que o valor do novo PSPN (Piso Salarial profissional Nacional do Magistério), que entra em vigor no dia 1º de janeiro, seja pago integralmente na data base para o magistério, ou seja, no dia 1º de maio de 2015.

Os professores iriam realizar uma panfletagem nas ruas de Campo Grande pedindo apoio à população, quanto às reivindicações da classe, mas o evento foi cancelado devido ao mau tempo.

Crise - Cerca 60% dos 94 mil alunos são prejudicados pela falta de aulas, de acordo com a Semed (Secretaria Municipal de Educação). Devido ao calendário de reposição, o ano letivo poderá se estender até o fim de janeiro e os alunos terão férias mais curtas. De acordo com a secretária Ângela Brito, por lei, é necessário que o ano letivo tenha uma carga horária de 800 horas.

O reajuste para os professores terá impacto de R$ 3,3 milhões na folha de pagamento, ampliando o comprometimento da prefeitura com gastos de pessoal de 48,7% para 49,21%.



Aí o cidadão quer melhoria na educação, quando o provento fica defasado com a inflação reclama, mas se acha no direito de ou sendo parte da solução deixar de defendê-la, ou sendo o cobrador de uma solução apoiar o opressor.
Parabéns Brasil, é por conta de pessoas como vocês que estamos aqui, vendo uma lei não ser aplicada e ficar por isso mesmo... é assim que continuaremos a "progredir"...
 
Jony em 13/11/2014 09:09:39
Senhor Mario, a greve não é inconsequente, é a única forma que os professores tem de reivindicar seus direitos. Aceitar o parcelamento é apenas uma forma de acabar com este clima terrível que se faz presente e não prejudicar o ano letivo. Parabenizar o prefeito por não cumprir a lei? Lamentável senhor Mário. É por conta de pessoas assim como o senhor que o país está como está. Vai ver que votou na Dilma também...
 
Cassiano André Jorge em 12/11/2014 17:32:52
Charge do Prefeito Olarte jogando Educação e Cultura no cesto de lixo. BENVINDOS porque é onde os professores, sempre sob ameaça de greve obrigou, nos nove anos, a administrações o anteriores a manter o restante dos servidores públicos.

O que se observa é que a cada dia de manutenção dessa greve inconsequente esvazia-se o movimento.

Parabéns ao Sr. Prefeito que não se vergou a pressão desmedida dessa parcela do grupo magistério enganada pela Diretoria.

18/11/2014 eleição da Diretoria e Conselho Fiscal para o triênio 2014-2017. Já que estão em greve, porque não esperar passar as eleições?

Fizeram chacota da proposta do Sr. Prefeito de parcelamento do reajuste dizendo não ser CASAS BAHIA e agora vão aceitar?
 
Mario em 12/11/2014 15:31:51
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