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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

10/01/2012 16:57

Parceria entre Polícia e escolas públicas chega à região central

Paula Vitorino

Projeto foi primeiramente implantado nas Moreninhas e visa prevenir futuros infratores, com o monitoramento da Polícia Civil a alunos-problemas

Delegado defende prevenção ao invés de punição. (Foto: Simão Nogueira)Delegado defende prevenção ao invés de punição. (Foto: Simão Nogueira)

Criança na escola, cidadão de bem no futuro. Esse é o princípio do projeto que já foi implantado nas escolas públicas da região do bairro Moreninhas e neste ano irá beneficiar também as escolas da região central de Campo Grande. São 26 escolas, entre estaduais e municipais, que receberam o ofício convidando para participar do “Plano de Controle da Criminalidade”.

O projeto é desenvolvido pela 1ª Delegacia de Polícia Civil, sob o comando do delegado Wellington Oliveira, que também foi responsável pela implantação da ideia na região das Moreninhas, em 2008, quando era o titular da 4ª DP.

“Vimos os resultados na região, conseguindo aproximar os pais da escola, e consequentemente diminuindo os casos de boletins de ocorrência registrados por conta de menores de idade. O projeto continua lá nas Moreninhas e agora o desafio é a implantação na área central”, frisa.

Para o diretor da Escola Estadual Maria Constança de Barros Machado, Anderson Soares Muniz, a iniciativa é bem vinda e ele espera que só traga benefícios, tanto para a escola quanto para os pais e alunos.

“Antes esse controle dos alunos era uma trabalho só da escola, agora a parceria deve melhorar, porque teremos o apoio da Polícia, o que muda muita coisa”, diz.

Em setembro do ano passado, uma briga entre dois alunos dentro da escola terminou na morte de Thiago Fedossi Silva, de 18 anos. Ele foi morto com um tiro disparado pelo colega de escola, quando saíram da aula e foram para a Orla Morena.

O diretor ressalta que o trabalho preventivo deve ajudar a conscientizar os alunos e pais, evitando que brigas de escola terminem em morte.

As escolas têm autonomia para participar ou não do projeto, mas Wellington ressalta que a parceria só visa trazer benefícios para a imagem do estabelecimento de ensino.

“Nenhum escola quer ficar conhecida pela violência. É vantagem para a escola poder contar com a parceria da Polícia e manter um ambiente escolar tranqüilo”, diz.

Mapa das áreas e escolas beneficiadas pelo projeto. Mapa das áreas e escolas beneficiadas pelo projeto.

Ações - Wellington explica que o projeto tem caráter preventivo, partindo da educação, para evitar que sejam necessárias medidas de repressão.

O princípio do projeto é baseado no artigo artigo 246, do Código Penal Brasileiro, que estabelece o crime de Abandono Intelectual: Deixar, sem justa causa de prover à instrução primaria de filho em idade escolar.

Com isso, os pais e escolas são chamados a assumir suas responsabilidades sobre a formação das crianças e adolescentes, que começa pela educação.

Escola é lugar de aprendizado e o primeiro passo é garantir que o aluno esteja dentro da escola. Se não está na escola vai estar na rua, depois nas drogas, tráfico, homicídio e aí não adianta mais querer educar, a educação tem que vir como medida de prevenção”, diz.

O projeto funciona da seguinte forma: as escolas recebem o ofício informando sobre o projeto e são convidadas a enviar relatórios mensais sobre alunos-problemas, faltosos e repetentes.

A Polícia Civil recebe as informações e a partir daí convida os responsáveis e envolvidos na situação para comparecer até a delegacia. Os investigadores ouvem as partes e tentam fazer a mediação de conflito.

“Nosso objetivo é que as partes entrem em acordo, resolvendo a briga sem precisar de registro policial. Mas dependendo do caso é necessário que tomemos outras medidas”, frisa.

O delegado explica que a partir das respostas dos envolvidos é que são tomadas as demais providências. Em alguns casos, é necessário a ajuda de assistentes sociais e psicólogos, já que a maioria dos alunos que chegam com problemas na escola enfrentam um histórico familiar difícil e ás vezes já estão envolvidos no meio do crime e vício.

O diferencial da parceria com a Polícia, segundo Wellington, é que a postura dos pais muda quando a possibilidade de punição pelo Código Penal está em jogo.

“A escola sempre aciona os pais quando existe algum problema com o aluno, mas eles geralmente estão em horário de trabalho, mas quando recebem o convite da Polícia para comparecer a delegacia, aí a coisa muda. Ninguém quer ser enquadrado na legislação, prefere seguir as regras”, diz.

O projeto ainda prevê palestras nas escolas, realizadas mediante a solicitação dos diretores. Entre 2008 e 2010 foram mais de 700 mediações e 300 palestras feitas na Moreninhas.

Responsabilidade - “O pai que educa, impõe disciplina ao filho, pode ficar tranqüilo porque nunca vai ter problema com a Polícia”, diz.

Wellington ressalta que os pais precisam trabalhar, mas que acima de tudo tem responsabilidade pela formação do filho que escolheram ter.

“Se a mãe sai para o trabalho às 6 horas e deixa o filho, que ainda é uma criança, para levantar sozinho e ir para a escola é óbvio que ele vai perder o horário todo dia. É obrigação da mãe providenciar que o filho estude em uma escola mais perto de casa ou coloque alguém responsável pela criança”, diz.

Ele resume a questão como de ordem pública, já que o dinheiro investido nas escolas sai do bolso do contribuinte e, portanto, cabe aos responsáveis garantir que os filhos estejam devidamente freqüentando a escola.

O delegado ainda frisa que um dos maiores problemas atualmente é a omissão generalizada. “Ninguém quer assumir as responsabilidades, pai joga para a escola, que devolve para a família e no fim a Polícia só tem a saída de aplicar a lei ao infrator”, frisa.

Ele cita a investigação iniciada pelo MPT (Ministério Público do Trabalho) contra o PAE (Prática de Ação Educativa),de autoria do promotor Sérgio Harfouche, que pune com medidas disciplinares adolescentes infratores.

“Por que é errado punir o adolescente a corrigir a infração que fez? Quer dizer que o menino pode quebrar a sua janela, mas não pode ser punido consertando ela?”, diz.

Para ele, é melhor disciplinar o adolescente com projetos como o desenvolvido pela Polícia Civil e as punições disciplinares da promotoria ao invés de deixar o adolescente se tornar um adulto infrator, que então, responderá de acordo com a lei.

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Parabéns são iniciativas como essas que auxiliarão a mudar o perfil da educação em nossas escolas. sou moradora do jardim noroeste e vejo as crianças batendo e apanhando com frequencia ao ternio das aulas ou até mesmo dentro da sala de aula e nada é feito procura-se a direção da escola e dissem que nada pode ser feito pos os mesmo mandam bilhetes aos pais e eles não comparecem.
 
MARCIA ALMEIDA em 04/04/2012 10:04:17
Parabéns!!
São iniciativas como estas que auxiliarão a mudar o perfil da educação em nossas escolas!!!
 
Dorival Cardoso em 11/01/2012 10:43:09
Parabéns, Dr. Welington, pela iniciativa e pelo projeto. Como educadora, insisto: se não houver limites na educação de crianças, adolescentes e jovens (desde o berço), não teremos adultos que assumam as responsabilidades de seus atos amanhã!
 
aurenice pinheiro pilatti em 11/01/2012 08:43:28
Taí uma boa iniciativa para que a Escola possa ter maiores condições de cumprir com sua finalidade.Já trabalhei em Escola... hoje sou aposentado pela Segurança Pública/MS.Se não estivesse morando em outro Estado estaria à disposição para ajudar no projeto.Espero que o Projeto tenha pessoas suficientes para sua aplicação... pois sabemos a falta de pessoal na Segurança Pública.Parabéns !
 
Nivaldo Silva em 11/01/2012 04:08:53
Acredito na educação para melhorar o mundo em suas relações sociais, políticas e econômicas, no entanto, na falta desta, devemos contar com cidadãos comprometidos como Dr. Wellington, Dr. Sérgio Harfouche, investigador Francisco de Melo e tantos outros educadores que não se omitem e fazem o melhor ajudando as famílias, as escolas, os jovens e, principalmente, a nossa cidade.
 
Dinalva Domingos de Morais em 11/01/2012 01:26:06
Parabéns Dr Wellington, observei seu trabalho na região das Moreninhas. Muito bom.
Profissional exemplar, competente e engajado com as políticas de segurança pública necessárias em nossa sociedade.
 
Paulo Tonet em 10/01/2012 11:59:21
Parabéns Dr Wellington de Oliveira - seu trabalho tem destaque justo. Redução de Crimes e população mais segura. NOBRE!!
 
Mara Simões em 10/01/2012 11:19:58
Parabéns!
Sociedade deve caminhar de mãos dadas no combate a violência entre jovens - futuros adultos que se não forem educados agora tornar-se-ão adultos delinquentes, sustentados por nós, cidadãos honestos, cumpridores das Leis.
Pais, Escola, Justiça, Executivo de mãos dadas combatendo a delinquência infanto juvenil.
Parabéns! Parabéns! Parabéns!
 
Ione Maria Pessoa Alves em 10/01/2012 11:13:45
Esse Delegado de Polícia é gente que faz. Parabéns!
 
Regina Célia em 10/01/2012 11:08:32
É isso ai delegado..... o mundo inteiro, incluindo o brasil, sabe que o futuro está na educação, porém, aqui nestas terras "brasilianas" estamos fazendo ouvidos moucos para os problemas da educação. ta na hora de acordar. ACOOOOORDA BRASIL. Parabéns Doutor WELLINGTON senhor, ainda que solitariamente, está fazendo as vezes de "despertador".
 
diego dalto em 10/01/2012 11:01:42
Aqui nas moreninhas presenciei muita tolerancia com os alunos problemas, o diretor do Arlindo Sampaio Jorge, mandinha os alunos em um caderno, alunos quebrava janelas ameaçava pequenos, e passou o ano e alunos problemas foi mantido na escola, sabe a conclusão, o bom aluno pediu por Deus pra tirar ele dessa escola.o projeto do Dr. Wellington e muito bom porem, precisa reunir professores capacitados
 
Cláudia Chillaver em 10/01/2012 10:49:01
parabens sim pela iniciativa,quando começa um trabalho tem que fazer começo,meio e fim,vamos acompanhar esse trabalho ate quando.
 
ademilso barbosa em 10/01/2012 09:16:55
Seria necessário q este projeto inclua tbm, a disciplina p/ os alunos (do fundamental ao médio) dentro dos transportes coletivos, evitando badernas e pertubação dos outros passageiros, punindo-os com a perda temporária do vale-transporte. Retorno da pertubação, perda definitiva do msmo.
 
Yan Souza em 10/01/2012 09:04:51
Atitudes como esta deve ser premiada. O Delegado Wellington merece nosso apoio, pois a responsabilidade dos pais é primordial para o cidadão, não a escola, esta é apenas o complemento, a família é quem deve cuidar de seus filhos, para que tenha educação, ou.... chorar na porta dos presídios, pelos filhos mal encaminhados. É isso ai Delegado Wellington, nos devemos auxilia-lo nesta empreitada. SAPS
 
Roberto Motta em 10/01/2012 08:16:36
A atitude nao pode ser discriminatoria e somente dirigida para quem se utiliza da rede publica. E os alunos da rede privada? acredito que a policia deve ter a obrigacao de monitorar todo e qquer adolescente/adulto que cometam infracoes. A lei veda ato de repressao, execeto na situacao de flagrante delito ou sob ordem judicial. Quem monitorara familia/professores /escola problematicas?
 
katia motti em 10/01/2012 08:08:40
PARABENS, DR. WELLINGTON, FAÇA A PARCERIA JUNTAMENTE COM O PROMOTOR PÚBLICO, DR. SERGIO ARFOUCHE, E QUALQUER OPINIÃO CONTRÁRIA, CONVOQUE OS PAIS, QUE TODOS ESTARÃO DO LADO DOS SENHORES, EXERÇAM AUTORIDADE QUE DEUS LHES DEU O DOM DELE, E O RESTO A POPULAÇÃO ESTARÁ PARA ATENDER.
 
PEDRO BRAGA em 10/01/2012 07:41:13
É uma pena que esse projeto se aplique somente às escolas públicas, pois em diversas escolas particulares também existem adolescentes com comportamentos que mereceriam medidas disciplinares mais rígidas. Há que rever alguns pontos nos conceitos cristalizados na mentes dos nossos gestores.
 
Leize Demétrio da Silva em 10/01/2012 07:39:51
Esse delegado é referência! Parabéns, Dr. Wellington!
 
Fabio Pellegrini em 10/01/2012 06:39:10
Esse tipo de trabalho tem que envolver o conselho tutelar e a promotoria da infância e juventude pois só assim deixarão de atender o adolescente somente quando comete uma infração grave, tem que começar pela raiz do problema que infelismente começa na família. parabéns por essa iniciativa delegado.
 
marcelo resquim em 10/01/2012 06:32:43
Parabéns pela iniciativa! Tomara que de certo esse projeto, pq é muito dificil somente a escola tentar resolver tudo, tendo em vista a falta de responsabilidade da maioria dos pais. Espero que o projeto chegue também na região norte da capital. O importante é começar, por a mão na massa e buscar resultados positivos.
 
Ana Cristina Ferreira em 10/01/2012 06:26:26
Parabéns... a iniciativa é ótima!!! Mas diga-se de passagem de nada adianta todo e quaisquer projetos ou Leis criados e deixado de lado pelas autoridades, a que se diga isso sobre a Lei seca, a proibição das conveniências de algazarras nomeio da noite, até agora não vi nenhuma fechada... mas... se funcionar... será mesmo uma maravilha para todos!!!
 
Ana Lúcia em 10/01/2012 05:41:08
Parabéns pela iniciativa positiva, não podemos esperar que tudo vá dar certo sem fazer nada. É dever como cidadão e sociedade cada um fazer sua parte, os pais, os filhos, a escola em nome do poder público e toda sociedade. Pois, depois de ocorrido o crime e o aumento da criminalidade, todos em geral vão sofrer com as consequencias do crime infiltrado em nossas vidas. Parabéns Delegado Wellington.
 
Silvana Hildebrand em 10/01/2012 05:33:57
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