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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

30/07/2014 11:59

Quadrilha de falsos “coitadinhos” é presa pela polícia em Campo Grande

Renan Nucci e Francisco Júnior
Bandidos usavam até crachá para conseguir passar mais credibilidade e assim enganar as vítimas. (Foto: Francisco Júnior)Bandidos usavam até crachá para conseguir passar mais credibilidade e assim enganar as vítimas. (Foto: Francisco Júnior)
Grupo veio de Sergipe para aplicar golpe na Capital. (Foto: Francisco Júnior)Grupo veio de Sergipe para aplicar golpe na Capital. (Foto: Francisco Júnior)

A Polícia Civil prendeu ontem (29) uma organização criminosa que agia  em Campo Grande. Os oito integrantes da quadrilha se apresentavam como universitários bolsistas e ex-usuários de drogas sob tratamento, portando-se como “coitadinhos” para convencerem as pessoas a ajudá-los através da compra de livros superfaturados cujo os valores chegavam a quase R$ 1 mil.

Segundo o delegado Jairo Carlos Mendes, titular da 5ª Delegacia de Polícia, a quadrilha é natural de Laranjeiras (SE) e além de Mato Grosso do Sul, já tinha agido em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Minas Gerais e também no Sergipe. O bando foi detido em flagrante na Rua dos Vendas, Jardim São Bento. Eles ofereciam às vítimas livros de grámatica, dicionários de línguas, bíblias, entre outros.

Foram presos: Diogo da Silva Santos, 29 anos, Edivaldo Santos Costa, 30 anos, Mário Diogo Santos Bezerra, 26 anos, Denisson Santos Fontes, 26 anos, José Paulo da Silva Santos, 25 anos, Waltson José dos Santos, 21 anos, Alexsandra Costas , 25 anos, e Ana Carolina da Silva santos, 21 anos. As mulheres seriam peças fundamentais do esquema, pois teriam maior poder de persuação.

Mendes disse que, ao receber denúncias na semana passada, fez uma pesquisa na internet sobre o grupo, onde encontrou diversas reclamações. “Eles se passavam por coitadinhos nordestinos, bolsistas ou indivíduos que estão em tratamento contra as drogas. Assim eles conseguiam sensibiliar e convencer as pessoas a comprarem seus produtos”, afirmou o delegado.

João Reis Belo, outro delegado que participou dos trabalhos, disse que, apesar das aparências, o grupo era bastante frio. “Durante a venda dos livros, eles se valiam do sentimento mais nobre das pessoas”, explicou Reis, destacando que o chefe do bando, Edivaldo, era grosso e maltratava as pessoas que se recusavam a comprar os livros.

Organização – Experiente no crime de estelionato, os oito integrantes pretendiam ficar na Capital sul-mato-grossense até o final do ano e por isso, trouxeram uma cozinheira lá de Laranjeiras. O grupo era organizado e emitia notas e canhotos das compras. No início do ano, abriram a empresa PDL (Papelaria e Distribuidora de Livro Laranjeirense) com o objetivo de legitimarem suas ações, facilitando ainda mais o convencimento por parte das vítimas.

Na casa onde eles ficavam, no Jardim Tijuca, os policiais encontraram máquinas de cartões de crédito, cheques e canhotos que giravam entre R$ 490,00 e R$ 980,00. Por isso, ainda não é possível estimar o tamanho do prejuízo causado às vítimas. Ainda de acordo com a polícia, os livros usados nos golpes eram comprados de uma editora que não tem participação no esquema. Cada exemplar não passava dos R$ 100, assim, o lucro do estelionato era alto.

Também foi apreendida uma van usada para transporte. No ato da prisão, os acusados estavam de uniformes e crachás. A polícia pede agora que as pessoas que foram lesadas comparecem à delegacia para registrarem ocorrência. Os delegados também alertam para que, antes de fazer uma doação, o cidadão deve checar a idoneidade do beneficiado.

Livros vendidos pelos membros da quadrilha. (Foto: Francisco Júnior)Livros vendidos pelos membros da quadrilha. (Foto: Francisco Júnior)


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