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Capital

Quadrilha simulava vendas com cartões crédito e antecipava pagamentos

Em quase 3 anos, grupo criminoso causou prejuízo de mais de R$ 4 milhões e cinco foram presos nesta 3ª feira

Por Ana Paula Chuva e Dayene Paz | 20/01/2026 09:46
Quadrilha simulava vendas com cartões crédito e antecipava pagamentos
Celulares, munições, computadores, cartões e pistola apreendidos na ação (Foto: Divulgação | PCMS)

A quadrilha, alvo da operação Chargeback, deflagrada pela Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Bancos, Assaltos e Sequestros), atuou por quase 3 anos simulando vendas com cartões de crédito de terceiros e pedindo a antecipação dos valores para evitarem ser pegos. Cinco integrantes do grupo criminoso foram presos nesta terça-feira (20), durante a ação policial.

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Uma quadrilha especializada em fraudes com cartões de crédito foi desarticulada pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul. O grupo, que atuava desde 2023, causou prejuízo superior a R$ 4 milhões através de simulações de vendas com cartões furtados e antecipação de valores. Cinco pessoas, com idades entre 21 e 32 anos, foram presas durante a operação Chargeback. A ação policial resultou no cumprimento de 15 mandados de busca, bloqueio de R$ 2 milhões em contas bancárias e apreensão de armas, munições, máquinas de cartão e diversos cartões de crédito em nome de terceiros.

De acordo com a investigação, a quadrilha atuava desde 2023 com as fraudes envolvendo máquinas de cartões e cartões de crédito dos integrantes do bando ou até mesmo de terceiros. Os criminosos fingiam as vendas e pediam a antecipação do pagamento dos valores ao banco antes que o dono da conta notasse o golpe.

O delegado Pedro Pillar Cunha, explicou que o grupo criava empresas de fachada para adquirir as máquinas de cartão ou realizar as vendas em sites. Os supostos produtos comercializados iam de alimentos a veículos.

"Eles eram vendedores, pegavam esses cartões de créditos de terceiros e realizavam essas compras para eles mesmos. Depois o dono desse cartão solicitação o estorno alegando desconhecer a compra. A instituição financeira tentava contato com esse suposto vender, mas eles sumiam com o dinheiro", explicou o responsável pela investigação.

Os valores angariados pela associação criminosa, em prejuízo da instituição financeira, até o momento, já ultrapassam a quantia de R$4.000.000,00. Os golpes foram aplicados em diversos bancos.

Para lavar o dinheiro, os integrantes adquiriam imóveis e veículos importados. As ordens judiciais foram cumpridas em diversos bairros da Capital, entre eles Jardim Aeroporto, Nova Campo Grande, Aero Rancho e Jardim Paradiso.

Quadrilha simulava vendas com cartões crédito e antecipava pagamentos
Delegado Pedro Cunha responsável pela investigação (Foto: Henrique Kawaminami)

Na ação de hoje foram cumpridas 15 ordens judiciais de busca e mais 5 ordens judiciais de prisão, além do bloqueio judicial de aproximadamente R$ 2 milhões em contas bancárias dos integrantes do grupo criminoso. Os presos têm entre 21 e 32 anos. Um deles, identificado como Maycol Furtado, foi detido em flagrante por posse ilegal de arma de fogo.

Ainda foram apreendidos uma pistola Glock com adulteração de numeração, um carregador de pistola comum, um carregador de pistola prolongado, aproximadamente 100 munições de arma de fogo calibre 9 mm, oito máquinas de cartão de crédito, aproximadamente 40 cartões de crédito em nome de indivíduos diversos, um veículo importado, aparelhos celulares, computadores, entre outros objetos.

Também participam da operação equipes das delegacias especializadas de Repressão ao Narcotráfico, de Repressão aos Crimes de Furtos e Roubos de Veículos, de Repressão a Roubos e Furtos e de Repressão aos Crimes de Homicídio e de Proteção à Pessoa.

Quadrilha simulava vendas com cartões crédito e antecipava pagamentos
Equipe da Garras em um dos endereços alvo da operação (Foto: Divulgação | PCMS)


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