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Campo Grande, Quarta-feira, 23 de Outubro de 2019

06/05/2019 11:15

Quadrilha usava mulheres como isca e motorista de app facilitava ação

Polícia prendeu 11 integrantes de quadrilha que roubava motoristas de aplicativos, nos últimos quatro meses

Leonardo Rocha e Mirian Machado
Integrantes da quadrilha foram apresentados, entre eles o mandante dos roubos, Olívio Gabriel (camiseta azul claro), que já estava preso na Máxima (Foto: (Henrique Kawaminami)Integrantes da quadrilha foram apresentados, entre eles o mandante dos roubos, Olívio Gabriel (camiseta azul claro), que já estava preso na Máxima (Foto: (Henrique Kawaminami)

A quadrilha especializada em roubos a motoristas de aplicativo, que foi desmantelada hoje (06), em operação da Defurv (Delegacia Especializada de Furtos e Roubos de Veículos), usava mulheres como “isca” para chamar as corridas e tinha um motorista (aplicativo) como facilitador e responsável por organizar a logística dos crimes.

A informação foi divulgada pela delegada Aline Sinott, que explicou que a investigação durou quatro meses, tendo 11 pessoas presas durante este período, entre elas três mulheres e dois adolescentes. A quadrilha roubos 6 carros, que tinham como destino a Bolívia, no entanto quatro já foram recuperados.

Na operação de hoje (06) foram cumpridos dois mandados de busca e de prisão, entre eles o do mandante dos roubos, Olívio Gabriel, de 33 anos, que já cumpria pena no Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande, por violência doméstica. Ele foi apresentado pelas autoridades.

Crime – A quadrilha usava mulheres como “isca” para chamar as corridas e quando os veículos chegavam, seguiam acompanhadas por alguns homens, que durante o trajeto anunciavam o assalto. Os motoristas de aplicativos eram levados para várias casas diferentes, que eram usadas como “cárcere”, até que o carro fosse levado para Bolívia. Depois eram libertados em lugares distantes.

Uma das revelações é que um motorista de aplicativo, que está foragido e não teve o nome divulgado, era o “facilitador” dos crimes, já que fazia parte das redes sociais e sabia “informações privilegiadas” sobre os profissionais do setor, servindo como base para organizar e fazer a “logística” dos roubos.

Delegada Aline Sinott concedeu entrevista na Defurv (Foto: Henrique Kawaminami)Delegada Aline Sinott concedeu entrevista na Defurv (Foto: Henrique Kawaminami)

Informações - Diante do cenário a delegada inclusive aconselhou os motoristas de aplicativos a não divulgarem informações nos grupos (aplicativos), que podem servir de base e ajuda para quem for cometer crimes. Segundo ela, a maioria dos integrantes da quadrilha pertence a facções criminosas.

Um dos integrantes da quadrilha, José Claudevan, inclusive veio de Alagoas para Campo Grande, só para participar destes crimes. Uma das casas usadas para cárcere das vítimas, ficava na Cohab, perto da sua residência. Ele já tinha passagem na polícia por porte ilegal de armas. A operação “Inside” realizada pela Defurv contou com apoio da Polícia Militar e PRF (Polícia Rodoviária Federal).

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