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Campo Grande, Terça-feira, 14 de Agosto de 2018

14/12/2016 16:32

Quadrilha usou "laranjas" para comprar máquinas e lucrar até R$ 2 milhões

Operação prendeu 11 suspeitos de participar da organização criminosa que aplicava golpes em MS e MT

Luana Rodrigues e Adriano Fernandes
Onze presos durante operação. (Foto: divulgação Polícia Civil)Onze presos durante operação. (Foto: divulgação Polícia Civil)

A Polícia Civil apresentou na tarde desta quarta-feira (14), onze integrantes de uma quadrilha presa na semana passada, numa operação batizada como “Canindé”. A organização era especializada em crimes de estelionato e, segundo a polícia, lucrou cerca de R$ 2 milhões com os golpes, baseados na compra de maquinários agrícolas.

De acordo com a delegada responsável pelo caso, Ana Claúdia Medina, da Deco (Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado), o grupo comprava as máquinas, porém, fugia sem pagar o valor total do produto. “Eles faziam um depósito de menor valor, que a gente chama de sinal pegavam a máquina e depois sumiam”, conta.

Ainda segundo Medina, cada um dos onze membros tinha uma função na organização, administrativa e comercial. Com a ajuda de um contador que falsificava notas e documentos,  eles revendiam os equipamentos comprados e não pagos.

Estão presos Joy Emerson Santin, 44 anos, que usava nomes falsos de João ou Wagner, e se dizia o proprietário da empresa; Ademilso Paulo Ferreira Jaques, 37 anos, que usava nome falso de Heitor e tinha função de responsável pela frota da empresa; Nelson Angelino, 57 anos, se apresentava como Sebastião e era “gerente” da empresa. Nelson, também possuía um registro como juiz arbitral em conciliações, mas sua carteira estava vencida. 

Foram presos ainda Marina Moyses, 52 anos, esposa de Nelson, se apresentava como Claudia, e era responsável pelo setor financeiro; Tercio Moacir Frandino, 54 anos, contador da empresa, que fraudava os documentos necessários para a venda das máquinas e Wagner Baggio, 34 anos, uma espécie de “faz tudo” na organização.

Além dos “representantes comerciais” da empresa, Hermes Magno Santana, 30 anos, Higor Ferreira Lima, 25 anos, Jackson José Santos Orue, 37 anos e a “balconista”, Fabiana Artur da Silva, 40 anos.

Vitor Renato Alves Barbosa, 34 anos, também foi preso por ser “laranja” na quadrilha e emprestar o nome para a compra das máquinas.

Conforme a delegada, todos os presos serão indiciados por organização criminosa, estelionato, falsificação de documento público e particular, uso de documentos falsos, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Se somadas, as penas destes crimes ultrapassam 70 anos.

Ainda segundo a polícia, também foram cumpridos 15 mandatos de busca e apreensão em residências, supermercados, fazendas, transportadoras de Rondonópolis ( MT), Itiquira (MT) e Campo Grande.

Nestas buscas, foram recuperados cinco maquinários agrícolas, um gerador de energia, material de cama, mesa e banho, cinco veículos de luxo, computadores, carimbos e celulares.

Investigações – As investigações começaram em julho deste ano, quando agentes da Deco passaram a investigar um grupo de 12 integrantes, que usando documentos falsos, montaram uma empresa de fachada no bairro Itamaracá, em Campo Grande.

Em nome da Soares Rocha Construtora Ltda, a organização passou a adquirir de forma ilícita, maquinários agrícolas, gerando um prejuízo de mais de R$ 2 milhões às 12 vítimas. Os equipamentos estavam, em sua maioria no estado do Mato Grosso.

O nome da operação se refere a esta prática de crime que é conhecida como “Golpe da Arara”, mas também tem relação com a arara-canindé, espécie nativa da região centro-oeste.




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