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Capital

Quase duas décadas após matar jovem em festa, réu é condenado a 15 anos

Crime aconteceu na Rua José Américo de Almeida, na Vila Santo Eugênio, em 12 de novembro de 2006

Por Clara Farias | 26/06/2026 17:43
Quase duas décadas após matar jovem em festa, réu é condenado a 15 anos
Wesley, conhecido como "Paulista" após prisão em 2012 (Foto: Processo/Arquivo)

Quase 20 anos após matar a tiros o jovem Clayton Gomes da Silva, de 18 anos, Wesley Ferreira da Silva Francalino, conhecido como "Paulista", de 43 anos, foi condenado a 15 anos de prisão em regime fechado nesta sexta-feira (26). O homicídio ocorreu na madrugada de 12 de novembro de 2006, durante uma discussão por causa de uma garrafa de vinho, em Campo Grande.

RESUMO

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Wesley Ferreira da Silva Francalino, de 43 anos, foi condenado a 15 anos de prisão em regime fechado por matar Clayton Gomes da Silva, de 18 anos, em Campo Grande, em 2006. O crime ocorreu durante uma discussão por causa de uma garrafa de vinho. O júri rejeitou as teses de legítima defesa e reconheceu motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima.

 De acordo com a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, Clayton participava de uma festa com amigos quando Wesley chegou ao local em um Fiat Uno verde, acompanhado de outras pessoas. Segundo testemunhas, ele passou a pedir bebidas aos participantes e, após consumir cerveja, começou a procurar um homem conhecido como "Noturno", afirmando que ele teria "mexido" com seu irmão.

Ainda de acordo com os depoimentos, Wesley entrou novamente no veículo enquanto o motorista fazia manobras em frente à residência. Nesse momento, ele sacou um revólver, apontou a arma para o alto e continuou chamando por "Noturno".

Pouco depois, um dos convidados saiu da festa carregando uma garrafa de vinho e foi abordado por Wesley. Clayton também se aproximou e colocou parte da bebida em uma garrafa de cerveja para entregá-la ao acusado. Insatisfeito com a quantidade, Wesley exigiu que a garrafa fosse completada e ameaçou quebrar a de vinho.

Segundo as testemunhas, Clayton colocou a garrafa no chão e respondeu: "Então quebra". Em seguida, Wesley sacou o revólver e efetuou dois disparos contra a vítima, atingindo a região do tórax e do abdômen. Mesmo ferido, Clayton tentou fugir, mas foi baleado novamente nas costas.

Após os tiros, Wesley entrou no Fiat Uno e deixou o local. Clayton ainda foi socorrido pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e encaminhado ao Hospital Universitário, mas não resistiu aos ferimentos.

Durante a investigação, testemunhas reconheceram Wesley por fotografia e afirmaram que ele deixou o bairro logo após o homicídio. Segundo o inquérito, ele chegou a retornar à região quatro dias depois portando duas armas de fogo.

Durante o júri, o Conselho de Sentença rejeitou as teses da defesa, que alegava legítima defesa, clemência e homicídio privilegiado por violenta emoção. Por maioria de votos, os jurados reconheceram que o crime foi praticado por motivo fútil e com recurso que dificultou a defesa da vítima.

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