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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

22/02/2015 11:45

Quase metade dos servidores municipais afastados são da Saúde

Ricardo Campos Jr.
Higina foi readaptada e hoje não quer mais saber de afastamento (Foto: arquivo pessoal)Higina foi readaptada e hoje não quer mais saber de afastamento (Foto: arquivo pessoal)
Lillian Maksoud, diretora presidente do IMPCG (Foto: Marcelo Calazans)Lillian Maksoud, diretora presidente do IMPCG (Foto: Marcelo Calazans)

Levantamento do IMPCG (Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande) aponta que 45,96% servidores efetivos afastados por problemas de saúde, até janeiro deste ano, são lotados na Sesau (Secretaria Municipal de Saúde). O setor tem 235 pessoas de atestado de um total de 547 em todos os órgãos. Para reduzir o índice, o Instituto fará um estudo para readaptar ou aposentar pessoas longe das atividades há mais tempo.

Atualmente, segundo a prefeitura, a Capital tem 16.508 concursados atuando nas repartições públicas. Isso significa que 3,31% estavam afastados até o último dia 31. Apesar de baixo, o número é visto com seriedade pela diretora do IMPCG, Lillian Maria Maksoud Gonçalves. “O atendimento ao público acaba prejudicado”, afirma.

Estudo mais aprofundado sobre a situação está sendo feito para descobrir qual problema ou doença motiva mais afastamentos na cidade. “Mas eu já posso adiantar que doenças osteoarticulares e psiquiátricas são os maiores motivos”, explica Lillian.

Por hora, apenas o ranking das pastas foi divulgado. A Semed (Secretaria Municipal de Educação) tem o segundo maior índice, concentrando 158 servidores longe das atividades, que corresponde a 29,07 do total.

Higina Maria Braga, 56 anos, é professora concursada e chegou a ficar de atestado por um ano e meio em função de problemas de estresse e depressão. “Engloba tudo. Vai desde assuntos familiares até do trabalho. Alguns alunos não estão com vontade de fazer as atividades, não querem estudar mais, não querem ir para a escola, querem ir embora mais cedo, mas têm que ter uma nota. E não pode simplesmente ir passando, ele tem que seguir adiante sabendo os conteúdos. Nós tínhamos que criar estratégias para que esse aluno conseguisse fazer alguma coisa para ele ter essa nota. Isso gera um desgaste muito grande”, relata.

Ficar em casa, longe do ambiente de trabalho, no entanto, não foi a solução para o problema. Hoje, ela voltou para a escola, mas está longe da sala de aula. Foi readaptada e trabalha na biblioteca. “É bem mais tranqüilo e dá para desenvolver um trabalho muito bom. Eu não quero mais ficar de licença. Para mim, licença significa doença”, diz.

Lillian diz que no mais tardar a partir de abril a situação de servidores com problemas semelhantes aos que Higina teve será analisada. “A readaptação tem que ser em atividade compatível, de preferência, dentro da mesma secretaria a qual o servidor é lotado”, explica.

Confira o número de servidores afastados

Sesau - 235 (42,96%)

Semed - 159 (29,07%)

Agesau - 97 (17,73%)

Segov - 19 (3,47%)

Agetran - 7 (1,28%)

SAS - 7 (1,28%)

Semad - 7 (1,28%)

Semadur - 6 (1,10%)

IMPCG - 3 (0,55%)

Funsat - 2 (0,37%)

Seplanfic - 2 (0,37%)

PGM - 1 (0,18%)

Sedesc - 1 (0,18%)

Semre - 1 (0,18%)

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Voce pode verificar que os 3 primeiros lugares do ranking dos afastados, são departamentos ligados à saúde, será que é por ser muito mais facil de se conseguir atestado pois este pessoal trabalha diretamente com os médicos? Ou será que trabalhar com saúde é o que mais dá dor de cabeça e o pessoal realmente precisa se afastar por problemas psicologicos?
 
Max em 23/02/2015 08:18:27
ESSA É MAIS UMA AMOSTRA DA FALTA DE COMPROMISSO QUE OS FUNCIONAROS PUBLICOS TEM COM O CIDADÃO E O TRABALHO A QUE FORAM CONTRATADOS. QUERIA VER SE FARIAM ISSO COM ENTIDADES PROVADAS. CERTAMENTE ESTARIA NA RUA, OU NEM AGIRIAM ASSIM, COM ESSE ABUSO, SETOR PRIVADO NAO TEM EMPREGO GARANTIDO PRA SEMPRE. TUDO ISSO MOSTRA A NECESSIDADE DE GERENCIAMENTO DO RH, PERICIAS SERIAS, INVESTIGAÇÕES SE REALMENTE ESSAS PESSOAS ESTAO EM CASA SE TRATANDO(O QUE DUVIDO). O EMPREGO PUBLICO É MESMO UM ABSURDO E MAIS AINDA ALGUNS QUE NELE ATUAM.
 
LUCIANO MARQUES em 23/02/2015 08:11:45
Já fui servidora da Sesau e precisei me afastar por problemas psiquiátricos. É muito difícil lidar com os problemas das pessoas sem ter todo o suporte de que se necessita, à isso juntam-se os problemas internos com colegas, chefias que detém cargos comissionados sem ter o preparo necessário, baixíssimo salário, altas cargas de trabalho, uma vez que para complementar a renda se faz necessário recorrer a plantões, problemas pessoais e familiares, muitas vezes oriundos dos problemas financeiros e da dupla jornada quase não sobrando tempo pra família ou se cuidar. Isso sem falar que a instituição não nos dá o suporte necessário com psicólogos ou psiquiatras para acompanhamento dos problemas internos, quem quiser e sentir que está com problemas que procure ajuda por conta própria.
 
Mariana Carvalho em 22/02/2015 22:11:33
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