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Capital

Quatro dias após crime, suspeito pela morte de Mayara continua foragido

Polícia Civil diz que está trabalhando para prender suspeito, mas conduz investigações sobre o caso em sigilo

Por Luana Rodrigues | 19/09/2017 17:44
Roberson Batista da Silva, 32 anos (Foto: Aquivo Pessoal/ Facebook)
Roberson Batista da Silva, 32 anos (Foto: Aquivo Pessoal/ Facebook)

Quatro dias após o crime, Roberson Batista da Silva, 32 anos, principal suspeito pela morte de Mayara Fontoura Holsback, 18 anos, continua foragido. A Polícia Civil diz que está trabalhando no carro para executar a prisão, mas trata tudo em sigilo.

Roberson, que estava preso no Instituto Penal de Campo Grande, recebeu alvará de soltura e foi liberado na última quinta-feira (14), um dia antes de a jovem ser morta. Os processos sobre o caso que o manteve detido por mais de três, entre outros crimes em que houve participação dele, que até ontem estavam disponíveis para consulta, hoje estão em segredo de Justiça.

Sem uma resposta efetiva da polícia, a família confia no que dizem os delegados responsáveis pelo caso. “O delegado disse que até amanhã ele vai ser preso, então, estamos confiantes”, disse o pai da jovem Ademir de Souza Holback, 43 anos.

O Campo Grande News tentou contato com a delegada titular da Deam (Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher), mas ela afirmou que não poderia comentar o caso, para não atrapalhar as investigações.

Há informações extraoficiais de que o suspeito já está com um mandado de prisão preventiva em aberto, mas isto também não foi confirmado pela polícia, nem a Justiça.

Mayara no colo de Roberson (Foto: Direto das ruas)
Mayara no colo de Roberson (Foto: Direto das ruas)

Crime - Conforme boletim de ocorrência, a jovem foi encontrada nua sobre a cama com parte do corpo coberto com edredom. Havia sangue no colchão, nas cobertas e algumas manchas no banheiro (no interruptor e na parede). A tesoura, usada no crime foi localizada coberta de sangue ao lado do corpo, que já estava em rigidez cadavérica.

À polícia, uma testemunha contou que na quinta-feira à noite, quando saía para trabalhar, viu a vítima com roupa de academia. Pouco tempo depois avistou o suspeito chegando em um veículo Fiat Siena prata, provavelmente um Uber.

O autor entrou na residência, na sequência, o irmão da vítima saiu e foi trabalhar. A irmã de Mayara, Viviane Fontoura Holsback, 20 anos, foi quem chamou a polícia. Ela ficou sabendo do homicídio quando foi informada pelo marido, que está preso.

Segundo parentes da vítima, após o crime, ele ligou para o marido de Viviane Fontoura Holsback, irmã de Mayara, que está preso, e confessou o assassinato dizendo: "o serviço está feito".

Mercadorias roubadas - Viviane foi presa vendendo mercadorias roubadas, em parceria com o principal suspeito de matar a irmã dela. De acordo com boletim de ocorrência, policiais militares receberam a denúncia anônima de que pessoas estavam vendendo produtos roubados da empresa Semalo, na região da Vila Nhanhá.

Para apurar a denúncia, uma equipe de policiais a paisana passou a fazer rondas para conseguir mais informações, onde conseguiram um vídeo de Viviane oferecendo uma carga muito grande de salgadinhos a comerciantes da região com preço bem abaixo do mercado.

Com as informações, os policiais abordaram a suspeita, que os levou até uma casa na mesma região onde tentava comercializar os produtos. Lá, os militares encontraram 613 caixas contendo 14.712 salgadinhos, produtos de roubo feito a um caminhão da empresa Semalo.

O Campo Grande News tentou contato com Viviane, mas ela não respondeu às ligações.

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