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Campo Grande, Segunda-feira, 25 de Setembro de 2017

10/09/2017 11:40

Na Justiça, defesa de acusado insiste que morte de Mayara foi feminicídio

Advogado apresentou defesa prévia à Justiça nesta sexta-feira (8)

Luana Rodrigues
Luís Alberto responde pelo crime de Latrocínio. (Foto: Marcos Ermíno/ Arquivo)Luís Alberto responde pelo crime de Latrocínio. (Foto: Marcos Ermíno/ Arquivo)

O advogado de Luis Alberto Bastos Barbosa apresentou à Justiça na última sexta-feira (8), uma defesa prévia. O acusado pela morte da musicista Mayara Amaral, 27 anos responde por latrocínio, mas a defesa quer que o crime seja tratado como feminicídio.

Conforme documento anexado ao processo, para defender sua tese, o advogado Conrado de Sousa Passos, afirma que Luis Alberto é trabalhador, que exercia atividade numa empresa de informática regularmente com carteira assinada. "Não é ladrão não, como forçosamente quer empurrar de guela abaixo o promotor de acusação”, pontua o advogado.

Passos ainda diz que pela dinâmica dos acontecimentos até aqui apuradas, “é fácil se perceber que o que houve de fato foi um homicídio, simplesmente, feminicídio”, considera.

No documento, o advogado contrapõe afirmações da acusação, principalmente, no que diz respeito às qualificadoras do crime, afirmando que são “fantasiosas” e “descabidas”. Por último, o defensor pede que o cliente seja julgado pelo Tribunal do Júri.

“Luis Alberto Bastos Barbosa afirma com todas as suas forças que jamais em toda sua vida roubou nada de ninguém, muito menos da forma como estar descrita na inicial acusatória, o mesmo nunca foi ladrão e, não é agora só porque a acusação insinua que o mesmo seja um latrocina, que ele seja”, afirma.

Apesar do clamor popular para que Luis Alberto fosse enquadrado por feminicídio, o Ministério Público manteve a tese de que o baterista matou para roubar e, inclusive, destacou que os bens de Mayara que estavam com o assassino confesso estão avaliados em R$ 17,3 mil - um notebook, um celular, um violão, uma guitarra, um aparelho amplificador e o VW Gol, modelo 1992.

Ele responde por latrocínio e deve ser julgado pela Justiça comum, o que a defesa não concorda. Luiz Alberto está preso pelo assassinato de Mayara desde o dia 27 de julho. De lá para cá, já deu três versões diferentes do crime e de sua linha de defesa no caso.




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