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Campo Grande, Terça-feira, 14 de Agosto de 2018

03/10/2011 17:15

Rapaz viu do andar de cima fogo começar no apartamento onde mora

Ana Paula Carvalho e Nadyenka Castro
Corredor ficou todo chamuscado por conta do fogo. Corredor ficou todo chamuscado por conta do fogo.

De acordo com o delegado que investiga o caso, Miguel Said, o primeiro a perceber o incêndio no edifício Leonardo Da Vinci, na madrugada de domingo, foi um morador do apartamento onde o fogo começou. Ele estava no andar de cima quando viu a fumaça e desceu para avisar aos pais.

Ainda segundo o delegado, ele e a mãe foram para a sacada e tentaram apagar as chamas com água. O pai pegou a filha que é portadora de necessidades especiais e levou ao quarto onde dormia com a esposa e a colocou na banheira com água.

Os quatro ficaram no quarto até serem socorridos pelo Corpo de Bombeiros. O fogo começou por volta das 02h30. Sala, cozinha, área de serviço e um hall próximo a sala ficaram completamente destruídos. Já os quartos ficaram intactos.

O delegado ainda vai investigar a causa do incêndio. Segundo ele, os moradores do prédio estão bastante abalados.

Como foi - O fogo no edifício Leonardo Da Vinci começou ontem por volta das 2 horas de domingo, no apartamento 904 do 9º andar, na segunda torre.

O publicitário Giovanni Sergio Dolabani Leite, de 24 anos, morreu por volta das 4h20, intoxicado. Ele chegou a ser encaminhado à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do bairro Coronel Antonino, mas faleceu na unidade.

Pelo menos 12 viaturas e 20 militares do Corpo de Bombeiros estiveram no local para combater as chamas. O alarme do edifício disparou e causou pânico entre os moradores.

A perícia da Polícia Civil e a Plaenge, construtora do prédio, apuram as causas do incêndio.

Internados - João Manoel Barroso, 07 anos, internado desde a madrugada de domingo no CTI (Centro de Terapia Intensivo) Pediátrico da Santa Casa, recebeu alta no início da tarde desta segunda-feira e foi encaminhado a um apartamento do Hospital.

Ele é uma das vítimas do incêndio. A mãe do menino, a defensora pública, Kátia da Silva Soares Barroso, de 37 anos, e o pai dele, o também defensor, José Soares Barroso, estão internados em estado grave no Hospital Miguel Couto, na Capital. Eles tiveram lesões neurológicas graves.

A defensoria chegou a divulgar em seu site que a defensora havia morrido, mas retirou a informação do ar. O hospital informou que Kátia está viva, embora seu estado seja gravíssimo, segundo o chefe do CTI (Centro de Terapia Intensiva) Nery Godói, afirmou ao Campo Grande News.

Também está internado o servidor do TRT (Tribunal Regional do Trabalho), Eudovando Barbosa Silveira, na Clínica Campo Grande.

As duas unidades particulares não fornecem qualquer informação sobre o estado de saúde dos pacientes.



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