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Capital

Rede de saúde reduz plantões noturnos de médicos a partir de 2ª feira

Segundo Sesau, profissionais foram escalonados para que não ocorra redução na assistência médica

Por Aline dos Santos e Mirian Machado | 19/08/2017 17:36
Marquinhos afirma que mudança no plantão foi em acordo com categoria para acabar greve. (Foto: André Bittar)
Marquinhos afirma que mudança no plantão foi em acordo com categoria para acabar greve. (Foto: André Bittar)

Com atendimento 24 horas, as UPAS (Unidades de Pronto Atendimento) e CRS (Centro Regional de Saúde) terão novo modelo de plantão entre às 19 horas e 7 horas partir de segunda-feira (dia 21).

Entre os médicos, que divulgaram nota contra a mudança, o plantão foi apelidado de cinderela. De acordo com o prefeito Marquinhos Trad (PSD), a alteração atendeu à categoria e foi definida durante a negociação salarial.

“Não foi a prefeitura que decidiu. O assunto foi levado para debate no sindicato e os médicos decidiram. Nós só atendemos a decisão deles. Organizaram o sistema, disseram como gostariam e nós colocamos no papel. Esse foi um dos motivos que eles resolveram terminar com a greve”, afirmou Marquinhos neste sábado (dia 19).

Segundo a Sesau (Secretaria de Saúde Pública), o novo plantão deveria ter sido adotado desde primeiro de agosto, mas só sairá do papel agora porque foi preciso organizar as escalas. Numa das unidades, por exemplo, uma equipe vai entrar às 19h e outra às 22h.

Segundo a secretaria, os profissionais foram escalonados para que não ocorra redução na assistência médica. O plantão que era de 12 horas teve a redução de 50% na carga-horária. Campo Grande tem seis UPAs e quatro CRS.

Em nota divulgada no dia 3 de agosto, o SinMed/MS (Sindicato dos Médicos de Mato Grosso do Sul) foi contra a implantação do “plantão cinderela”. Neste sábado, o sindicato informou que só vai se manifestar após a mudança.

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