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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

29/02/2016 15:44

Remendo já não resolve e tapa-buraco dura pouco em asfalto velho

Ricardo Campos Jr.
Na Avenida Ministro João Arinos, buracos surgem onde tapa-buraco já passou (Foto: Alan Nantes)Na Avenida Ministro João Arinos, buracos surgem onde tapa-buraco já passou (Foto: Alan Nantes)
Cruzamento da Ministro João Arinos com a Rua Antônio Pinto de Barros (Foto: Alan Nantes)Cruzamento da Ministro João Arinos com a Rua Antônio Pinto de Barros (Foto: Alan Nantes)

O surgimento de buracos em vias recém-remendadas mostra que a operação tapa-buraco já não é capaz de resolver o problema nem de forma paliativa, pedindo soluções por longo prazo, como recapeamentos. Na Avenida Ministro João Arinos, por exemplo, trechos consertados há algumas semanas já estão perto de ficarem intransitáveis.

Com uma cratera ao lado da outra, condutores não têm alternativa senão passar por dentro dos buracos. O problema é que a região, localizada na saída para Três Lagoas, tem grande fluxo de veículos em alta velocidade, o que pode custar um pneu, uma suspensão ou qualquer outra avaria no automóvel.

“Acho que é inviável já essa cultura do tapa-buraco. Aqui é uma colcha de retalhos”, diz o empresário Wagner Bernardes, 52 anos. “Aqui já chegou a tampar buraco mesmo com chuva. Aqui é uma situação de recapeamento, é pior do que estrada de chão, bate tudo”.

Para a empresária Liana Maria Cabral, 62 anos, o problema é a qualidade do material usado no serviço. “Se eles colocassem um material mais resistente, duraria mais”.

Ela diz que sempre acontecem acidentes em função dos buracos no local, ora motociclistas caindo, ora veículos colidindo porque um deles teve que reduzir a velocidade para enfrentar as fendas. “Acho que falta administração, produtos de melhor qualidade, profissionais mais capacitados e planejamento. Eles fazem [o conserto] de manhã, chove e voltam todos os buracos”, diz.

Para Liana, o município deveria dar atenção ao local, já que é entrada da cidade e acesso a vários bairros, como Maria Aparecida Pedrossian, Flamboyant, entre outros.

O município concorda que a operação tapa-buraco por si só já não resolve mais os problemas da Avenida Ministro João Arinos, mas afirma que por hora não há como realizar uma reforma completa da via.

Trecho esburacado da Avenida Ministro João Arinos em frente ao Extra (Foto: Alan Nantes)Trecho esburacado da Avenida Ministro João Arinos em frente ao Extra (Foto: Alan Nantes)

Pela assessoria de imprensa, a prefeitura diz que os técnicos da Seinthra (Secretaria Municipal de Infraestrutura, Transporte e Habitação) apontam a idade do pavimento como a causa do problema. Por ser antigo e cheio de fissuras, é conhecido como “asfalto jacaré”. Quando chove, os carros passam e acabam infiltrando o asfalto.

A solução realmente seria o recapeamento, porém, não há previsão para isso. Já estão previstas ações de restruturação para as avenidas Bandeirantes e Marechal Deodoro e as ruas Brilhante e Guia Lopes.

A Ministro João Arinos avenida está no cronograma do tapa-buraco para essa semana, mas se continuar chovendo, os serviços podem ser prorrogados.

Buracos são riscos de acidentes, principalmente para motociclistas (Foto: Alan Nantes)Buracos são riscos de acidentes, principalmente para motociclistas (Foto: Alan Nantes)
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Por que vocês acham que não deu certo o acordo entre Prefeitura e Exército para a operação tapa buraco?! Porque o Exército "não da ponto sem nó"!
O exercito queria fazer o serviço do jeito certo, com perfeição. Só que do jeito que o Exército queria fazer ia sair caro para a Prefeitura. Daí a prefeitura optou pela solução paliativa, optou por maquiar o problema.
Pois é, mas o barato sai caro! Se tivesse feito o acordo com o Exército, tinha pagado caro por um serviço excelente. Mas como preferiu remendar vai gastar o triplo pois os buracos não vão parar de se abrir.
 
Douglas em 01/03/2016 09:53:35
Incompetência tem nome: Alcides Bernal!.
 
Beto em 29/02/2016 15:58:37
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