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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

08/01/2016 17:36

Repelente indicado para grávidas inflaciona e some das prateleiras

Ricardo Campos Jr.
Farmacêutica não vende repelente à base de icaridina, mas procura por outros produtos tem sido maior que o normal (Foto: Gerson Walber)Farmacêutica não vende repelente à base de icaridina, mas procura por outros produtos tem sido maior que o normal (Foto: Gerson Walber)
Procura zerou estoque de repelente à base de icaridina em algumas farmácias (Foto: Gerson Walber)Procura zerou estoque de repelente à base de icaridina em algumas farmácias (Foto: Gerson Walber)

A grande procura pelo repelente de mosquitos a base de icaridina, cuja proteção dura até dez horas, esgotou os estoques do produto nas farmácias de Campo Grande. Por conta do efeito prolongado, ele tem sido indicado pelos médicos para as gestantes, o que ajudou a inflacionar em até 127% o preço do frasco, variando entre R$ 52,85 a R$ 120 na Capital.

O produto geralmente é vendido nas grandes redes. A farmacêutica Mariza Ishikiriyama, por exemplo, trabalha em uma empresa localizada no bairro Coronel Antonino e não vende esse tipo de repelente.

Ainda assim, as substâncias com proteção mais curta têm boa saída. “Hoje mesmo eu vendi uns três, eles têm saído mais do que o normal”, explica. Várias pessoas, segundo ela, tem procurado óleo para bebê para a produção de repelentes caseiros, misturado com álcool e cravo.

A icaridina, por sua vez, tem feito sucesso onde é vendida. O Campo Grande News entrou em contato com cinco farmácias e só uma delas tinha o produto disponível, e mesmo assim era apenas um frasco. Nas outras, estava em falta e as empresas estavam organizando listas de espera.

Conforme a atendente Nathalia Cavalcante, o problema é que muitos clientes compram mais de uma unidade para estocar o repelente em casa, o que acaba esvaziando as prateleiras.

“A procura está alta, o laboratório não está dando conta”, comenta. Segundo ela, a última remessa chegou ao estabelecimento pouco antes do Natal e durou duas semanas. “Até queríamos comprar muitos frascos, mas às vezes é o que o fabricante tem disponível”, afirma.

Nathalia lembra que o repelente inibe a ação do Aedes aegypti, que transmite dengue, zika vírus e chikungunya, mas não substitui as precauções que podem evitar a proliferação do inseto, como evitar deixar água parada em casa.



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