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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

20/06/2012 14:10

Retirada de fachadas de lojas evidencia perigo à vista no Centro

Mariana Lopes
Marquise de uma loja no centro (Foto: Simão Nogueira)Marquise de uma loja no centro (Foto: Simão Nogueira)

Quem passa pelo centro de Campo Grande, principalmente na altura da avenida Afonso Pena, entre as ruas 14 de Julho e Rui Barbosa, há algum tempo repara que as fachadas das lojas estão diferentes. E entre os consumidores, as opiniões se dividem em relação ao projeto Reviva Centro, que padroniza a frente dos estabelecimentos comerciais. Enquanto uns acham que a ideia veio para deixar a região comercial mais bonita, outors torcem o nariz para as lojas que ainda não reformaram a fachada e muitos reclamam do perigo à vista, com fios desencampados.

“Está horroroso”, declara a recepcionista Juliely Salvian dos Santos, 22 anos, sobre a aparência que a maioria das lojas traz por enquanto. Além da estética, a jovem aponta também os fios ligados aos postes e às lojas, dos quais alguns estão caídos e outros emaranhados.

O presidente do Sindicato de Engenheiros de Mato Grosso do Sul, o engenheiro civil Edson Shimabukuro, afirma que o problema realmente existe. “O perigo está no caso de algum fio desencapado esbarrar em outro e provocar um incêndio, ainda mais com esse tempo chuvoso”, alerta Edson.

O engenheiro Edson Shimabukuro observa a situação do centro da cidade (Foto: Simão Nogueira)O engenheiro Edson Shimabukuro observa a situação do centro da cidade (Foto: Simão Nogueira)

“A maioria dos estabelecimentos, principalmente da 14 de Julho, é muito antiga, então é normal precisarem de reforma”, pontua o engenheiro.

Ele explica que o perigo apareceu quando foram retiradas as placas que traziam os nomes das lojas. “O acrílico sustentava a estrutura, agora, sem ele, corre o risco do revestimento das paredes cair”, enfatiza.

De acordo com o engenheiro, as paredes dos prédios de antigamente eram feitas de tijolo maciço e assentadas com cal e areia. “A pintura também ajuda a sustentar o reboco, então, quando gasta, infiltra água, aparece rachadura, e corre o risco de cair”, explica.

A operadora de caixa Flávia Tomazia, 30 anos, acha que deveria ter um planejamento melhor para a retirada das fachadas. “A ideia é boa, mas o centro ainda está feio e também dá medo de andar nas calçadas com os fios soltos, esses ferros aparecendo, parece que pode cair tudo a qualquer momento”, diz.

Uma das fachadas observadas por Edson, a da Bumerang, ainda não ganhou reforma. A gerente da unidade, Seigra Oliveira, garante que um engenheiro vistoriou o estabelecimento e fez o reboco da laje. “Aqui não tem perigo de cair, já conferimos isso. Agora só falta raspar a tinta velha e pintar de novo”, afirma, frisando ainda que a reforma já está chegando e com novidades.

Quem fiscaliza? - Segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura, a responsabilidade de qualquer imprevisto com as fachadas das lojas é de cada comerciante. À Semadur compete apenas fiscalizar se os proprietários estão cumprindo o prazo de retirada das fachadas.

Por meio da assessoria de imprensa, a Enersul informou cada loja tem um par de fio que sai do poste público para o padrão do estabelecimento. Em relação a isso, a empresa de energia elétrica garante que está tudo correto e que há fiscalização permanente.

Ainda segundo a assessoria, o serviço se resume a ligar o cliente à rede de energia.

Embora não tenha o dever de fiscalizar as possíveis irregularidades em algumas, o Crea (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia) confirmou que irá mandar uma equipe de fiscais para verificar a situação das lojas no que foram obrigadas a retirar as fachadas e ver o que podem fazer para orientar os comerciantes, já que o órgão não tem competência para punir.

As fachadas escondiam, muitas vezes, o desgaste das paredes de prédios antigos (Foto: Simão Nogueira)As fachadas escondiam, muitas vezes, o desgaste das paredes de prédios antigos (Foto: Simão Nogueira)
Fios emaranhados entre as lojas do centro da Capital (Foto: Minamar Júnior)Fios emaranhados entre as lojas do centro da Capital (Foto: Minamar Júnior)
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a prefeitura tem que cobra a reforma do proprietario, e não do inquilino que ja paga ate iptu, isson e um absurdo.
 
JOSEMAR ALVES VIEIRA em 21/06/2012 12:16:07
Antes de mais nada existem coisas de maior relevância para ser decretada na cidade do que uma lei de lixo como essa que poderia ser discutida muito mais adiante com muito mais planejamento; Em segundo lugar esse comerciantes pagavam absurdos de taxas de publicidade para a prefeitura(em alguns casos até 10.000,00 por ano) e será que vão devolver todo dinheiro gasto pelos comerciantes?Nunca.
 
edgar garcia em 21/06/2012 09:02:20
Quanta polêmica, as pessoas precisam entender que as fachadas estavam descaracterizadas, estavam escondidas atrás dos letreiros, aos poucos serão revitalizadas trazendo de volta a beleza escondida. E porque representa a sua memória, identidade e fornece importante informação sobre a sua urbanização e organização.
. A arquitetura de uma cidade possui relevante importância para a sua história, pois é a forma de contar a memória do seu povo.
 
Maristela Cesco Brandão em 21/06/2012 07:56:16
Tem loja miserável que não passou nem uma tinta na parede e colocou a placa direto na sujeira, será que vão querer gastar alguma coisa na reparação das paredes antes de colocar a propaganda? Preferem deixar o centro horroroso a colocar a mão no bolso mesmo que me beneficio próprio.
 
wladimir eudociak em 20/06/2012 11:45:53
Nao podemos esquecer que os proprietários dos imóveis do centro torcem o nariz qdo se cobra a reforma dos seus prédios, eles alegam que a melhoria tem que ser feito por quem aluga o prédio, e aí nesse empurra empurra, nada se faz.

 
Aparecido mendes em 20/06/2012 11:04:28
Eu achei horrível como ficou, parece que estamos em algum lugar que foi bombardeado.
 
Waldirene Nogueira Cavalcante Tosta em 20/06/2012 08:39:37
tudo isso e muito bom no papel . agora tem q cobrar da prefeitura a retirada dos fios . fazer tudo subterraneo.ai sim teremos ama area central bonita....
 
paulo sandim em 20/06/2012 07:44:00
A prefeitura ja mandou retirar, as fachadas, agora tem que mandar os responsaveis,( Proprietarios dos predios)a fazerem os devidos reparos que são visivelmente perigosos. Essa mania de só reclamar tem que acabar aqui em CG, e fazer as devidas reformas e depois colocarem suas " Belissimas Fachadas" sem expor seus clientes aos riscos, vendo que tudo isso estava escondido.
 
Ewerton Tabosa em 20/06/2012 06:30:20
Dias atrás, próximo das 18hs, eu procurava por uma loja de parafusos no centro, mas acredito que naquele dia as lojas fecharam alguns minutos antes das 18h e em função da ausência do letreiro não identifiquei a loja dentre várias portas fechadas e por um instante achei que além de não conseguir comprar, que eu tivesse perdido um dos meus.
 
Sebastião Rosa em 20/06/2012 06:15:14
Sem fachada ficou difícil de encontrar as lojas no centro.
 
Ricarto Afonso Neto em 20/06/2012 04:50:15
Em São Paulo foi a mesma coisa, só que os comerciantes em pouco tempo arrumaram as suas fachadas, agora em CG vira uma polêmica danada.
 
João Crisóstomo de Campo Grande - MS em 20/06/2012 04:30:51
É bem visivel a diferença entre as equipes de Pucinelli com a atual, que, toda apressadinha e inconsequente enquanto a anterior além de competente,era cobrada insistentemente pelo prefeito Dr.Pucinelli.
Quando saiu a obrigatoriedade de colocar o piso tatil nas calçadas,iniciamos as obras imediatamente ,mas fomos perturbado por fiscais colocando obstaculos.Ainda hoje muitas s/ o referido piso.
 
Antonio Marques em 20/06/2012 04:00:09
O centro da cidade está muito feio. Além das fachadas tem as calçadas que estão cheias de problemas como buracos e sujeira.
 
Juarez Goncalves em 20/06/2012 03:52:16
O centro de Campo Grande, ficou parecendo cidade do velho oeste pós corrida do ouro, abandonada.
 
robson de andrade nogueira em 20/06/2012 03:09:55
De fato a nossa cidade, após a retirada das fachadas, principalmente, na Rua 14 de Julho, deixou característica de "cidade fantasma". Realmente ficou horrível. Dá a impressão que tudo está sendo demolido, por causa da mudança da população. É preciso que os comerciantes, já que são eles os responsáveis, façam os reparos necessários, inclusive, por motivo de segurança e melhorar a nova cara da cidade.
 
Jose Wilson Nunes em 20/06/2012 02:55:00
É o velho costume de encobrir defeitos com retoques. Muito boa a determinação de retiradas dos painéis, somente assim vemos o perigo que estava escondido e podemos exigir ajustes antes que o pior aconteça. Como tudo na vida é preciso ter a coragem de enxergar e expor os defeitos para possibilitar a recuperação.
 
Ercy Dias em 20/06/2012 02:35:04
As pessoas ficam horrorizadas, mas esquecem-se de que tudo isso. Essa podridão toda estava escondida. Logo o princípio de que também poderiam ocorrer acidentes já existiam.
O que não pode haver é a lentidão dos comerciantes de se atualizarem, pois o poder público esta sendo cobrado quanto aos outros problemas - como a fiação e a alteração do ordenamento viário.
 
Madalena Arre Pendid em 20/06/2012 02:31:21
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