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Capital

Retrato da briga pelo tráfico, "quadrilátero da morte" teve 3 vítimas em 2 meses

Na disputa de “quem manda mais”, desentendimento entre velhos e novos traficantes termina em morte

Por Clayton Neves e Bruna Marques | 01/04/2021 12:41
Henrique, Wagner e Luiz foram mortos a poucos metros de distância um do outro. (Arte: Ricardo Gael)
Henrique, Wagner e Luiz foram mortos a poucos metros de distância um do outro. (Arte: Ricardo Gael)

Retrato da guerra do tráfico de drogas em Campo Grande, o cruzamento das ruas Saint Romain, Antônio Meireles de Assunção e Bororós, no Bairro Tijuca, já é conhecido no meio policial como “quadrilátero da morte”. Na disputa de “quem manda mais”, três execuções a tiros foram registradas na região em pouco mais de dois meses.

Delegado da área, Mikail Farias investiga os homicídios, diretamente ligados ao tráfico. Segundo ele, a concorrência na venda de drogas e briga por poder são gás para os desentendimentos. “Novos traficantes entram na comunidade e começam a vender sem autorização. Isso gera indisposição com traficantes antigos e a briga acaba terminando em morte”, explica.

Essa teria sido a explicação para a morte de Luiz Felipe da Silva, a mais recente vítima do Jardim Tijuca, morto nesta quarta-feira (31). A principal suspeita é de que o rapaz, de 22 anos, tenha sido executado com 20 tiros, a mando de um presidiário identificado como Thiago Paixão, o Chefão do Bairro.  “Ele vendia droga sem autorização”, relata o delegado.

Luiz foi morto na Rua Antônio Meireles de Assunção. Vintes dias antes, a uma quadra de de do local, Wagner Rocha Carneiro, de 37 anos, foi executado com 4 tiros de pistola 9 milímetros, na rua Saint Romain. Ele também era ligado à venda de drogas.

Já a primeira vítima do ano, Henrique Lourenço da Silva, de 22 anos, foi baleado na frente da esposa e dos dois filhos, de 1 e 2 anos, no dia 20 de janeiro. Ele também foi morto em um dos cruzamentos da rua Saint Romain.

Para o delegado, com as dificuldades financeiras trazidas pela pandemia, mais pessoas estão entrando para o tráfico de drogas. “Isso gera um estresse com os antigos traficantes, que estão brigando com os novos”, conclui.



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