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Capital

Réu pela morte de Mayana é flagrado dirigindo sem CNH e promotor pede prisão

Por Marta Ferreira e Aline dos Santos | 28/02/2011 11:48
Advogado reclama do tratamento dado a Anderson após morte de Mayana. (Foto: João Garrigó)
Advogado reclama do tratamento dado a Anderson após morte de Mayana. (Foto: João Garrigó)

Pouco mais de sete meses de se envolver em um acidente que provocou a morte da jovem Mayana de Almeida Duarte, de 22 anos, em junho do ano passado, Anderson de Souza Moreno, foi flagrado, no dia 13 de fevereiro deste ano, dirigindo sem carteira de habilitação e na contramão, em Campo Grande.

Por causa desse flagrante, o promotor Douglas Oldegardo, responsável pela acusação de Anderson e de Willian Jhonny de Souza Ferreira, réus pela morte de Mayana, pediu nesta manhã, durante audiência sobre o caso, a prisão de Anderson.

O promotor não detalhou em que rua foi feito o flagrante, mas disse que o carro ocupado por Anderson, um Kadett, tinha sinais de preparação para disputa de rachas. Oldegardo salientou que, mesmo após a trágica morte da jovem, que teria ocorrido durante um racha, e após ter afirmado que mudaria sua conduta, Anderson novamente foi pego dirigindo de forma imprudente.

Há um registro no sistema Sigo, que concentra os boletins de ocorrência das polícias do Estado, na rua Abdul Kadri, no bairro Cidade Jardim, que coincide com as informações dadas pelo promotor.

O pedido de prisão preventiva será avaliado pelo juiz do caso, Aluizio Pereira dos Santos, na sentença em que ele vai decidir se Anderson e Willian serão levados a júri popular.

O processo-Hoje, foi a última audiência antes dessa definição, para ouvir uma testemunha de acusação, as de defesa, o interrogatório dos réus e as alegações finais das partes.

O promotor sustenta que os dois devem ser levados a júri popular por homicídio doloso duplamente qualificado, por motivo torpe e surpresa. Douglas Oldegardo revelou, durante a audiência esta manhã, que obteve informações do site Google confirmando que Anderson era adepto dos rachas.

O advogado de defessa de Anderson, Coaracy Castilho, defende que o cliente seja julgado por homicídio culposo. Para ele, o que aconteceu foi uma fatalidade.

Castilho reclamou do tratamento que Anderson vem recebendo, dizendo que ele vem sendo tratado como um “assassino, pedófilo, latrocida”.

O defensor também reclamou que só foi feita perícia em um dos veículos envolvidos no acidente, o Vectra que era dirigido por Anderson e que atingiu o Celta onde estava Mayana. O outro carro, com o qual o Vectra estaria disputando racha, um Uno, não teve perícia, conforme o defensor.

Segundo ele, uma perícia comprovaria que seria impossível um carro do tipo disputar racha. No Vectra, foi detectada preparação para esse tipo de disputa.

Coaracy Castilho informou que, caso seu cliente vá a júri, vai pedir que sejam ouvidos representantes da federação estadual que organiza disputas de veículos preparados, como forma de provar que não se tratava de um racha o episídio que resultou na morte de Mayana, no dia 14 de junho de 2010.

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