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Capital

Réu por deixar agiota paraplégico em ataque a tiros é condenado a 9 anos

Vítima foi baleada no rosto após cobrar dívida de R$ 55 mil em 2024

Por Gustavo Bonotto | 18/08/2026 21:17
Réu por deixar agiota paraplégico em ataque a tiros é condenado a 9 anos
Alesson devia para a vítima e fugiu logo após efetuar os disparos. (Foto: Reprodução processual)

A Justiça de Mato Grosso do Sul condenou a 9 anos e 4 meses de prisão em regime fechado Alesson de Oliveira Jara, de 36 anos, pela tentativa de matar a tiros um agiota que cobrava dele uma dívida de R$ 55 mil, no bairro Universitário, em Campo Grande, em abril de 2024. A vítima sobreviveu, mas ficou paraplégica.

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Homem foi condenado a 9 anos e 4 meses de prisão por tentar matar um agiota a tiros em Campo Grande (MS) em abril de 2024. Alesson de Oliveira Jara, de 36 anos, atirou na vítima, que cobrava uma dívida de R$ 55 mil, deixando-a paraplégica. O júri rejeitou a tese de defesa e reconheceu a premeditação do crime. Alesson foi preso em Florianópolis um mês após o ataque.

Conforme apurado pela reportagem, os jurados reconheceram na tarde desta terça-feira (18) Alesson como autor do ataque e concluíram que a dívida motivou o crime. Também consideraram que ele esperou o homem sair de casa para surpreendê-lo. A defesa negou que o réu tivesse feito os disparos e pediu a absolvição, mas o júri rejeitou os argumentos.

Ao definir a punição, o juiz da 1ª Vara do Tribunal do Júri Carlos Alberto Garcete  considerou a gravidade das sequelas e aplicou a menor redução possível pelo fato de a vítima ter sobrevivido ao ataque.

“No caso, o iter criminis foi interrompido em fase final, considerando que o laudo de exame de corpo de delito concluiu que a vítima sofreu lesão corporal de natureza gravíssima – cadeirante devido lesão de medula óssea. Logo, diminuo a pena provisória no mínimo legal, ficando em 9 anos e 4 meses de reclusão, transformando-a em definitiva.”

Ainda segundo os autos, a vítima emprestava dinheiro a juros e havia cobrado de Alesson um empréstimo de R$ 55 mil que não foi pago. Conforme a acusação, o réu foi até a residência do homem em um Fiat Palio prata por volta das 7h20 de 13 de abril de 2024 e permaneceu nas proximidades. Às 8h32, quando o agiota saiu para levar o lixo, Alesson abriu fogo.

O homem foi atingido no rosto e no braço esquerdo. Equipe do Corpo de Bombeiros o levou consciente para a Santa Casa, onde recebeu atendimento. As lesões provocaram danos na medula e o deixaram paraplégico.

O caso começou a ser investigado no mesmo dia dos disparos. Alesson foi identificado durante a apuração e teve a prisão decretada. Ele foi localizado em Florianópolis (SC) em 20 de maio de 2024, pouco mais de um mês depois do crime.