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Capital

Réus são condenados por assassinato de agente penitenciário em 2015

O crime aconteceu há seis anos dentro do Estabelecimento Penal de Regime Aberto e Casa do Albergado, na Vila Sobrinho, na Capital

Por Alana Portela | 25/02/2021 09:20
Julgamento realizado por vídeoconferência pela 2ª Vara do Tribunal do Júri, em Campo Grande. (Foto: Henrique Kawaminami)
Julgamento realizado por vídeoconferência pela 2ª Vara do Tribunal do Júri, em Campo Grande. (Foto: Henrique Kawaminami)

Robson Silva dos Santos de Souza, de 28 anos, foi condenado a 21 anos de prisão pelo assassinato do agente penitenciário Carlos Augusto Queiroz de Mendonça, ocorrido em 2015. A sentença foi tomada na quarta-feira (24), após julgamento que também condenou o cúmplice Marcelo Silva Gonçalves, 33, a 13 anos e nove meses de reclusão.

O crime aconteceu em fevereiro de 2015, dentro do Estabelecimento Penal de Regime Aberto e Casa do Albergado, localizado na Rua Américo Marques, na Vila Sobrinho. Robson entrou no local e efetuou cinco disparos, nos quais quatro acertaram a vítima.

Eles foram julgados ontem juntos a Rafael de Oliveira Batista, 27 anos, o Lobinho, e Rafael Pimentel Duarte de Souza, também de 27 anos, o Espeto. O julgamento foi realizado pela 2ª Vara do Tribunal do Júri, em Campo Grande.

Robson Silva dos Santos de Souza foi condenado a 21 anos de prisão. (Foto: Henrique Kawaminami)
Robson Silva dos Santos de Souza foi condenado a 21 anos de prisão. (Foto: Henrique Kawaminami)

Robson foi condenado a 17 anos de prisão por homicídio. A pena foi agravado por mais dois anos e quatro meses e 20 dias de multas por porte ilegal de arma de fogo, além de mais um ano e nove meses por associação criminosa, totalizando em 21 anos de reclusão em regime fechado.

Já Marcelo foi condenado a 12 anos de prisão por homicídio, pena que também foi agravada por mais um ano e quatro prisão, além de 20 dias de multas por porte ilegal de arma de fogo. Por associação criminosa ele recebeu mais um ano e nove meses. No total serão 13 anos de reclusão em regime fechado.

Já o julgamento de Rafael de Oliveira Batista e Rafael Pimenta Duarte de Souza acabou sendo adiado devido à problemas na vídeoconferência de ambos, que estão presos em outro estado.  Por esse motivo, eles não puderam ser ouvidos ontem.

Julgamento - Ao juiz Aluízio Pereira dos Santos, Robson, preso na Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná, disse por videoconferência que foi o autor dos disparos, agiu sozinho e matou porque na época era extorquido e humilhado pelo servidor.

Segundo relatos dele, quando cumpria pena no estabelecimento, as agressões começaram depois que foi pego pelo agente tentando entrar com celular.  Robson é fichado por vários crimes, inclusive por quatro assaltos. “Na época trabalhava durante o dia e só ia para o albergue dormir”. “Ele queria que eu pagasse de R$ 50 a R$ 100. Me ameaçava dizendo que iria voltar para o Presídio de Segurança Máxima, me humilhava”, disse.

No entanto, a denúncia apresentada pelo Ministério Público é de que todos os envolvidos fazem parte da facção PCC (Primeiro Comando da Capital), e Robson na função de “primo leal”, foi o responsável por executar a vítima dentro do estabelecimento penal, sendo que esta “missão” lhe foi passada pelo colega da organização, identificado como Marcelo. O resultado do julgamento será divulgado no período da tarde.

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