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Capital

Rompimento de contrato aumenta caos e penaliza a cidade, diz Solurb

Consórcio não poupou críticas à decisão de Alcides Bernal

Por Mayara Bueno | 29/12/2016 08:40
Solurb afirma que cumprirá determinação, mas vai recorrer na Justiça.
Solurb afirma que cumprirá determinação, mas vai recorrer na Justiça.

Reafirmando que o rompimento do contrato entre a CG Solurb e a Prefeitura de Campo Grande não tem validade e que entrará na Justiça para tentar reverter a decisão, o consórcio classificou a atitude do prefeito Alcides Bernal (PP) de desesperada e uma forma de ampliar ainda mais o caos do Município.

Na quarta-feira (29), Bernal anunciou a anulação do processo licitatório que resultou na contratação da Solurb para os serviços de coleta de lixo, administração dos aterros sanitários e limpeza de ruas em Campo Grande.

Em nota divulgada hoje, o consórcio critica da decisão do Executivo Municipal. “Demonstra de forma clara e inequívoca a desesperada tentativa do prefeito de ampliar ainda mais o caos em que se encontra o município, para de forma maquiavélica e revanchista, desviar o foco das atenções dos campo-grandenses quanto aos resultados nefastos de sua incompetência administrativa”.

Volta a afirmar que o ato é nulo, pois o TJ-MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) já havia se manifestado reconhecendo a legalidade da relação contratual entre a Prefeitura de Campo Grande e CG Solurb.

Na edição extra do Diogrande desta quarta-feira, o prefeito anula a concorrência nº 66/2012 “considerando as conclusões trazidas no processo administrativo nº 102161/2015- 14, de que as empresas vencedoras da Concorrência n. 66/2012, não possuíam capital social mínimo para fins de habilitação no referido certame”.

Ainda atribuiu à incompetência do prefeito a situação que se encontra a saúde pública, obras em Ceinfs (Centro de Educação Infantil) paralisadas, atraso no pagamento do 13º salário dos servidores públicos, entre outros. “E até a desqualificação da forma como Campo Grande é conhecida, que de ‘Cidade Morena’ passou a ser tratada como ‘buracolândia’”.

O consórcio afirmou que vai cumprir a decisão do prefeito, mas recorrerá. “Diante disso, todas as medidas cabíveis, inclusive as judiciais serão adotadas na intenção de reverter este ato insano”.