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Rondon chega atrasado e passa por perícia sem médico da defesa

Ex-médico condenado a 13 anos de reclusão por mutilar pacientes passou por avaliação que indicará se pode ou não ficar preso

Por Anahi Zurutuza e Clayton Neves | 12/11/2019 08:46
Alberto Jorge Rondon chegando à clínica da Padre João Crippa escoltado (Foto: Clayton Neves)
Alberto Jorge Rondon chegando à clínica da Padre João Crippa escoltado (Foto: Clayton Neves)

Minutos depois que o urologista Jamal Salem, contratado pela defesa para acompanhar a perícia de Alberto Jorge Rondon de Oliveira, de 63 anos, o ex-médico condenado por mutilar pacientes chegou escoltado à clínica na Padre João Crippa, onde passou por avaliação que determinará se pode ou não cumprir a pena recluso. O exame durou cerca de 40 minutos.

Salem deixou o local, por volta das 7h45, dizendo que o paciente não compareceria, sem informar o motivo. “Até cancelei uma cirurgia”. A perícia estava marcada para as 7h.

Rondon, porém, chegou em viatura da Polícia Militar que faz o transporte de presos do Complexo Penal de Campo Grande. Algemado, vestindo calça jeans e camisa branca, e em silêncio, ele desceu do veículo e entrou no imóvel onde fica o consultório do médico Ségio Cação de Moraes, nomeado pela Justiça para a perícia. Ele deixou a clínica por volta das 8h30.

Antes de ir embora, Salem explicou que o resultado da avaliação pode não sair hoje, uma vez que o perito pode pedir exames complementares. Tanto a defesa quando o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), que faz a acusação, pode nomear médicos para acompanhar o processo. “A perícia responde a questões enviadas pelo juiz. Mas a gente também pode questionar, fazer observações”.

Rondon está preso no Centro de Triagem Anízio Lima. Os advogados Fábio Trad Filho e Luciana Abou Ghattas, que defendem o ex-médico, pediram à Justiça que ele cumpra a pena em prisão domiciliar. O pedido foi negado pela desembargadora Elizabete Anache, da 1ª Câmara Criminal do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul). Falta agora julgar o mérito.

A defesa alega que o cliente tem saúde frágil, diabetes, hipertensão, depressão e ainda índices altos de colesterol e triglicérides. Os advogados argumentam ainda que o ex-médico, por ser diabético, corre risco de contrair doenças típicas do cárcere, como a tuberculose.

Rodon foi condenado a 13 anos e meio de prisão em regime fechado por lesão corporal a dezenas de pacientes mutiladas em cirurgias plásticas mal sucedidas. Ele foi preso por volta das 12h do dia 23 de outubro, em uma residência na Rua 13 de Junho, no Bairro Monte Castelo. Rondon estava morando em Bonito, a 257 km de Campo Grande, mas estava na Capital para consultas médicas.

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