Corumbá anuncia investimento de R$ 25 milhões em obra contra alagamentos
Investimento integra o MS Ativo e foi anunciado durante balanço das ações de atendimento às famílias afetadas
Um macro projeto de infraestrutura de drenagem será executado na região alta de Corumbá, a 420 quilômetros de Campo Grande, com foco no Bairro Guatós, área com declive em formato de bacia. A iniciativa busca conter enxurradas e evitar alagamentos em residências, como os registrados em 27 de janeiro, após uma chuva de 106 milímetros em apenas 50 minutos.
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A obra, orçada em R$ 25 milhões com recursos do Governo do Estado por meio do programa MS Ativo, foi anunciada pelo prefeito Gabriel Alves de Oliveira (PSB) durante entrevista concedida na tarde desta terça-feira, na qual fez um balanço das ações adotadas pela prefeitura para atender as mais de 200 famílias desabrigadas pelo último temporal.

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“É uma obra essencial, nossa prioridade número um para esse ano, temos o compromisso do governador Riedel”, disse o prefeito, explicando que se trata de uma obra muito complexa devido as condições de solo rochoso da cidade, o que exige detonação e eleva o custo da intervenção. O projeto de autoria da prefeitura está em fase de licitação pelo Estado.
As dificuldades de vazão das águas pluviais é um problema recorrente na cidade, protelado pelas administrações passadas, agravado pelo descarte irregular do lixo depositado em calçadas e terrenos baldios pelos moradores. Durante a chuva do dia 27 de janeiro, um volume muito grande de lixo foi canalizado pelas enxurradas para as galerias existentes.
Entupimento de galerias - A secretária municipal de infraestrutura e Serviços Público, Jossiely Godoi da Silva, informou que em três dias após a forte chuva foram coletadas 80 toneladas de entulhos nos bairros (Guarani, Nova Corumbá, Cravo Vermelho, Guatós, Popular Novam Loteamento Pantanal, Jardim dos Estados e Flamboyant) afetados.

A titular da infraestrutura explicou que a obra de drenagem em parceria com o Estado prevê a implantação de um dissipador de águas na região do Guatós, ampliando a capacidade de retenção e vazão da água. Segundo ela, o solo rochoso da cidade dificulta intervenções profundas de drenagem, o que torna a solução mais complexa e onerosa.
O temporal no final do mês passado foi um dos piores já registrados no perímetro urbano de Corumbá, alagando residências onde a água chegou a mais de 1,5 metro de altura e provocando fortes enxurradas. Não houve registro de vítimas, mas moradores tiveram perdas de móveis, com destelhamento de casas, deslizamentos, queda de árvores e formação de crateras em ruas.
Atendimento permanente - A chuva mais forte que caiu na cidade, uma tromba d’água de 228 milímetros, ocorreu em 1992, deixando ilhada a cidade com a força da água passando por cima da rodovia BR-262, danificando a pavimentação na cidade e causando a morte de 11 pessoas.
Atualmente, Corumbá está sob o decreto de situação de emergência, assinado pelo prefeito, medida que deve ser ratificada também pelo Estado. A secretária municipal de Assistência Social e Cidadania assumiu o atendimento emergencial às famílias impactadas, com a Defesa Civil realizando até agora 164 vistorias técnicas em áreas de risco e alagamento.
Conforme levantamento apresentado pelo prefeito Gabriel de Oliveira, as doações enviadas pelo Governo do Estado, empresas, entidades e pela população permitiram um atendimento rápida aos desabrigados. As cestas básicas somaram 600 e também foram entregues nos postos de coleta colchões, lonas, cobertores, água mineral e kits de limpeza.


