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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

11/10/2014 10:37

Santa Casa não pode colocar faca no pescoço da Prefeitura, diz Jamal

Ludyney Moura e Michel Faustino
Jamal argumentou que Prefeitura só pode repassar R$ 2 milhões por mês para Santa Casa (Foto: Marcelo Calazans)Jamal argumentou que Prefeitura só pode repassar R$ 2 milhões por mês para Santa Casa (Foto: Marcelo Calazans)

Não é apenas a Santa Casa de Campo Grande que está passando por crises financeiras, mas também a Prefeitura da Capital, que não terá condições de assumir o Pronto Socorro do hospital, é o que explica o titular da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), Jamal Salém (PR), que acusa a entidade de pressionar o município.

“Se eu for assumir o Pronto Socorro é melhor assumir toda a Santa Casa. Não tenho condições de fazer isso, porque seria necessário todo um remanejamento na Sesau. A Santa Casa tem que entender nossa situação e não simplesmente colocar a faca no nosso pescoço””, revelou na manhã deste sábado (11) o secretário de saúde.

O presidente da ABCG (Associação Beneficente de Campo Grande), responsável pela gestão do hospital, Wilson Teslenco, afirmou que se a Prefeitura da Capital não aumentar em R$ 4 milhões os repasses mensais do município para a entidade, vai transferir para a Sesau o comando do Pronto Socorro.

Enquanto a ABCG pede R$ 4milhões para suprir o déficit mensal que levou a Santa Casa a pagar apenas 50% dos fornecedores, e que pode resultar na falta de materiais hospitalares e na redução das cirurgias eletivas, a Prefeitura se dispõe a dar metade deste valor, R$ 2 milhões. “Temos que apertar os cintos para chegar ao fim do ano no vermelho”, disse Jamal.

Ainda de acordo com o secretário, a prefeitura tem feito todos os esforços para atender às solicitações da entidade, e já tem disponível R$ 3,750 milhões referentes ao pagamento de um empréstimo da Santa Casa, assumido pelo município, mas que ficou suspenso durante a fase de transição entre as gestões de Alcides Bernal e Gilmar Olarte, ambos do PP. A liberação do recurso, segundo Jamal, só depende de uma assinatura por parte do próprio hospital.

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