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Capital

Santa Casa nega que técnico de enfermagem tenha desviado sangue do hospital

Profissional foi indiciado por perseguir a vizinha e tentar contaminar cachorros dela com fezes e sangue

Natália Olliver | 12/09/2022 15:37
Santa Casa de Campo Grande, onde técnico em enfermagem trabalhou. (Foto: Kísie Ainoã/Arquivo)
Santa Casa de Campo Grande, onde técnico em enfermagem trabalhou. (Foto: Kísie Ainoã/Arquivo)

A Santa Casa de Campo Grande negou que o técnico de enfermagem, de 34 anos, indiciado nesta segunda-feira (12) por perseguir a vizinha no bairro Los Angeles e contaminar cachorros com fezes e sangue de pacientes, tenha efetuado o crime com desvio de ampolas do laboratório da instituição.

De acordo com o hospital, não há relatos sobre a ausência do insumo no sistema da Santa Casa. Em nota, a entidade afirmou que investigou o caso e não constatou nenhuma irregularidade. “O laboratório da Santa Casa possui um controle de entrada rigoroso e os profissionais coletores não têm acesso à área técnica”, destacou.

O hospital afirmou, ainda, que o técnico trabalhou na instituição em outro período e foi desligado em fevereiro de 2022, época em que houve troca de laboratório terceirizado, o que justificaria a impossibilidade do profissional ter extraviado as ampolas da Santa Casa, como afirmou o delegado Felipe Alvarez, da  5ª Delegacia de Campo Grande, ao Campo Grande News.

A reportagem já havia informado que, conforme apurado, após demissão da Santa Casa, o técnico teria desviado ampolas de sangue de laboratórios particulares onde prestava serviço.

Caso - Os desentendimentos com a vizinha começaram em 2020. De acordo com o delegado, o profissional não gostava dos animais e se incomodava com os três animais da vizinha, a principal reclamação seria o barulho excessivo emitido pelos cães.

Incomodado com a situação, o técnico, que se mudou para o bairro em 2020, começou a arremessar ampolas com sangue coletado de pacientes contra os muros e dentro da garagem da vizinha. A tentativa pode configurar tentativa de envenenamento por contaminação sanguínea.

O técnico também arremessava garrafas, pedras e sacos com fezes no telhado da vítima. O ato chegou a danificar 13 telhas nos dois anos de perseguição.

De acordo com a vítima, o problema começou de maneira menos agressiva, quando o suspeito chutava o portão para intimidar os animais. Em seguida as ações passaram a ser mais violentas.

Impacto - Depois das atitudes agressivas do vizinho e a perseguição sentida há anos, a vítima informou à Polícia que precisou iniciar tratamento psicológico para conseguir lidar com o impacto da situação.

Para proteger a vítima, o  delegado Felipe Alvarez encaminhou pedido de medidas protetivas para o poder judiciário, solicitando aplicação excepcional da Lei Maria da Penha ao caso, inclusive com tratamento psicológico gratuito para a vítima.

Entretanto, a 3ª Vara da Violência Doméstica e Familiar contra a mulher, classificou o caso como incabível à aplicação e encaminhou o processo para ser analisado pelo juízo comum.

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