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Capital

Seis postos de saúde do “pacote da retomada” terminam o ano fechados

De um total de oito, apenas duas unidade de saúde foram inauguradas

Por Aline dos Santos | 28/12/2016 07:55
No posto de saúde do Zé Pereira, coleção de placas e portas fechadas. (Foto: Alcides Neto)
No posto de saúde do Zé Pereira, coleção de placas e portas fechadas. (Foto: Alcides Neto)
"Até agora nada", reclama Vera, que mora há 30 anos no Zé Pereira. (Foto: Alcides Neto)
"Até agora nada", reclama Vera, que mora há 30 anos no Zé Pereira. (Foto: Alcides Neto)

De um pacote para retomada de oito obras quase prontas, a prefeitura abriu a porta de dois postos de saúde em Campo Grande. O anúncio de que a cidade “quebrada” voltaria a crescer foi feito em 25 de maio deste ano pelo prefeito Alcides Bernal (PP). O pacote de R$ 45 milhões incluíam obras na saúde, educação e infraestrutura.

Em julho, foram inauguradas as UBSF (Unidade Básica de Saúde da Família) no Jardim Paradiso e Ana Maria do Couto. As outras seis unidades, percorridas pela reportagem na segunda-feira (dia 26), seguem com obras entre paradas e em ritmo lento. A previsão do pacote, sem detalhar quais projetos, era de conclusão até meados de 2017.

Mas, para quem precisa de atendimento, a espera revolta. No bairro Zé Pereira, onde o posto de saúde foi cenário do anúncio do pacote, os moradores reclamam. “O prefeito veio aí, arrumou tudo e até agora nada. É uma porcaria”, afirma Vera Moreira, 60 anos. Ela mora há três décadas no Zé Pereira e viu o bairro nascer.

Na avenida Engenheiro Américo Carvalho Baís, moradores no entorno relatam que a obra foi paralisada. Na frente do posto de saúde, duas placas: uma da retomada e outra, esmaecida pelo tempo, onde é informado o valor de R$ 1.013.970,24.

No bairro Oliveira 2, a passagem dos meses não alterou a fachada. Em 11 de abril de 2016, o posto de saúde tinha pichação e portas de tapumes. Os tapumes persistem em dezembro. A reportagem não encontrou ninguém no posto, localizado na rua Fidelo Mariana de Almeida. Em abril, a obra constava como 97% concluída e tinha orçamento de R$ 1,3 milhão.

Fachada de tapumes e mato persistem na obra do Oliveira 2. (Foto: Alcides Neto)
Fachada de tapumes e mato persistem na obra do Oliveira 2. (Foto: Alcides Neto)
No Jardim Azaléia, obra tinha um vigilante. (Foto: Alcides Neto)
No Jardim Azaléia, obra tinha um vigilante. (Foto: Alcides Neto)
No Itamaracá, posto Cristo Redentor começou em 2014. (Foto: Alcides Neto)
No Itamaracá, posto Cristo Redentor começou em 2014. (Foto: Alcides Neto)

Localizado na Travessa Café Suave, o posto de saúde do Sírio Libanês está pintado, cercado, com piso tátil, mas há pelo menos um mês é frequentado apenas por um guarda municipal.

No Jardim Azaléia, o posto de saúde tinha somente um vigilante. Ele conta que a obra, na rua Riverside, parou antes do Natal. Em abril a reportagem também foi ao local. Na ocasião a, estimativa era de que a obra estava 98% pronta.

Na Vila Cox, a unidade de saúde tinha dois veículos no pátio, mas, a reportagem não avistou ninguém. De acordo com o morador Reginaldo Miranda, 41 anos, a obra engrenou nesse mês. “Parava, começava, mas diz que agora vai”, afirma. O posto tem pintura externa e uma academia ao ar livre. A unidade fica localizada na rua Santa Gertrudes.

Com recurso do PAC 2 (Programa de Aceleração do Crescimento), a UBSF Cristo Redentor, no bairro Itamaracá, exibe placa informando custo de R$ 1.131.989,55. Segundo Rosicléia Ferreira, 20 anos, a obra teve muitas paralisações, mas, agora, voltou a andar. “Mais paravam do do que trabalhavam”, diz. A unidade começou a ser construída na rua Padre Mussa Tuma em agosto de 2014. A reportagem questionou a assessoria de imprensa da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) sobre o praz para entrega das obras e aguarda retorno.

Segundo vizinho, obra engrenou em unidade da Vola Cox. (Foto: Alcides Neto)
Segundo vizinho, obra engrenou em unidade da Vola Cox. (Foto: Alcides Neto)
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