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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

12/01/2012 13:35

Sem acesso a exame previsto em lei, bebê vai a SP em busca de cirurgia

Aline dos Santos

Lucas tem um grave problema, que deixa apenas meio coração em funcionamento

Falta de exame fez com que Lucas tivesse diagnóstico tardio, agravando quadro clínico.Falta de exame fez com que Lucas tivesse diagnóstico tardio, agravando quadro clínico.

O recém-nascido Lucas Samuel embarca nesta quinta-feira para São Paulo em busca da cirurgia que pode salvar sua vida. O bebê, que nasceu em 26 de dezembro, tem Síndrome de Hipoplasia de Ventrículo Esquerdo, um grave problema que deixa apenas meio coração em funcionamento.

A cardiopatia poderia ter sido identificada por meio do exame de oximetria de pulso (Teste do Coraçãozinho), exigido em todos os hospitais de Mato Grosso do Sul, conforme lei vigente desde 6 de dezembro. Contudo, o exame não foi feito, privando Lucas do atendimento correto.

Em vez de ser encaminhado para a UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e fazer cirurgia o mais rápido possível, ele teve alta no dia seguinte ao nascimento. As cinco horas que passou em casa agravaram seu estado de saúde.

“Se ele tivesse tido o diagnóstico correto, não teria sofrido assim. Agora, tem que fazer diálise, está entubado e com infecção no fígado”, relata Priscila Garcia Soares, de 21 anos, mãe de Lucas.

O bebê nasceu no Hospital do Pênfigo e está internado na Santa Casa de Campo Grande. Lucas vai passar por exames no Hospital Beneficência Portuguesa, que é referência no tratamento. A viagem será em uma UTI Móvel.

Apesar de publicada em Diário Oficial, a lei que estipula que “todo ser humano nascido no Estado de Mato Grosso do Sul deverá ser submetido ao exame de oximetria de pulso” ainda depende de regulamentação, que deve ser publicada em 90 dias.

“Criaram a lei, mas os hospitais nem estão sabendo e nem tem o oxímetro de pulso. Criam a lei, mas ela não está sendo cumprida. Isso pode custar a vida das crianças”, denuncia a guarda municipal Liliane Caramel, representante da AACC (Associação de Apoio à Criança Cardiopata) Pequenos Corações em Mato Grosso do Sul.



Além disso, se o bebê tivesse sido diagnosticado e não houvesse vaga imediata, pelo menos ele não estaria em diálise e com outras complicações. Teria sofrido muito menos e o hospital que o receberá agora poderia orientar sobre como manter a criança enquanto a vaga seria disponibilizada.
 
Daniela Sensato em 13/01/2012 12:48:41
Marcos Barbosa, realmente não é tão simples. O teste do coraçãozinho não é o tratamento para a SHCE, mas a partir do momento em que o médico sabe que a criança é cardiopata ainda no hospital, antes da alta da mãe e da criança, é obrigação do hospital providenciar o tratamento. Com a lei o que esperamos é que os hospitais tenham um plano de encaminhamento da criança para uma tratamento cardiológico
 
Daniela Sensato em 13/01/2012 12:47:05
Gostaria de saber qual vai ser o procedimento adota pela secretária de saúde a respeito do médico que não cumpriu com a sua obrigação.
 
luiz Gomes em 13/01/2012 11:11:54
Tivemos nosso filho na Pro Matre (agora hospital do penfigo) e foi feito a oximetria no nosso filho normalmente pela necessidade que houve e pelo que esta aqui a lei não foi regulamentada, então não vejo onde esta o alarde por causa dessa lei
 
Ari Gomes em 13/01/2012 01:14:09
então ... as pessoas não tem noção do q falam aqui em campo grande no hospital santa casa tem uma equipe preparada tanto médicos , enfermeiros e técnicos de enfermagem especializado q trabalham no CTI 5 pediatria cardiaca congenita que ja salvaram e continuam salvando vidas ...issso as ´pessoas não reconhece ....tem tudo do bom e do melhor para as crianças..... e a santa casa de campo grande MS
 
camila souza em 12/01/2012 09:28:29
Minha irmã teve nenem dia 06 de janeiro, a Betina nasceu com o mesmo problema foi identificado no 2 dia de vida!no Mato Grosso em Juina - MT, e nao foi identificado durante a gestação, agora esta prestes a ir pra Beneficencia Portuguesa e o q ha esta impedindo é o plano de saude UNIMED do Norte , que ha faz esperar 6 dias de angustia...é uma humilhação o q eles fazem a nossa familia nesta situação
 
vanessa mufatto em 12/01/2012 07:02:48
Veja, esse problema é uma cardiopatia congênita e não tem um diagnótico tão simples como esta nessa notícia! Só existem duas formas de tratamento para um caso de um bebê: o transplante cardíaco neonatal e a reconstrução paliativa estagiada! E nenhuma delas acredito que seriam possíveis em algum hospital deste Estado... Então tomemos cuidado ao querer simplificar demais o caso, na busca de culpados
 
Marcos Barbosa em 12/01/2012 06:42:02
E sabem o que é incrível? Vão autorizar pelo SUS, a troca de próteses de silicones defeituosas para pacientes que fizeram a cirurgia por estética, isso é um absurdo. Quando a pessoa teve que se submeter a uma cirurgia de colocação de próteses porque teve que extirpar os seios devido a um câncer eu estou totalmente de acordo. E quando uma pessoa, um bebê, precisa de um tratamento sério não tem como
 
Ivone Arguelho em 12/01/2012 05:35:56
Que Deus proteja esse anjo, que tudo de certo e corra bem que ele possa ter seu coração barendo inteiro em seu peito, boa viajem mãe torço para que tudo corra bem
 
silvia mota em 12/01/2012 04:56:44
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