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Campo Grande, Domingo, 18 de Agosto de 2019

02/05/2019 11:57

Sem autor, inquérito sobre execução de dono de jornal é arquivado após 7 anos

Aline dos Santos
Eduardo Ribeiro de Carvalho, morto em 21 de novembro de 2012.Eduardo Ribeiro de Carvalho, morto em 21 de novembro de 2012.

O inquérito sobre o assassinato de Eduardo Ribeiro de Carvalho, que era dono do jornal eletrônico Última Hora News e ex-policial militar, foi arquivado por falta de identificação do autor. No ano passado, devido à apuração policial não ter identificado a autoria delitiva, o MP/MS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) pediu o arquivamento, que foi homologado pela Justiça.

O processo, que tramitou na 2ª Vara do Tribunal do Júri, ainda aparece em sigilo no site do TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul). O arquivamento do caso foi divulgado no relatório “Violência contra comunicadores do Brasil: um retrato da apuração nos últimos 20 anos”.

O levantamento, alusivo ao Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, é do CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) e da Enasp (Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública).

Eduardo Carvalho, 51 anos, foi morto na noite de 21 de novembro de 2012, quando chegava em casa, no bairro Giocondo Orsi, em Campo Grande. Na execução, os atiradores estavam de motocicleta.

À época, uma linha de investigação era as postagens da vítima nas redes sociais. Ele dizia no Facebook “estar preparado para o que der e vier” e que iria “trazer à tona muita coisa nesse final de ano”. Eduardo Carvalho já havia sofrido um atentado e o jornal tinha matéria polêmicas.

O relatório contabilizou cinco assassinatos de jornalistas em Mato Grosso do Sul. O mais antigo, do radialista Edgar Lopes de Faria, morto em 29 de outubro 1997, na Capital, também foi arquivado. Como se passaram 20 anos e sem autor, o crime já prescreveu.

A lista de jornalistas assassinatos tem Samuel Roman, morto em 2004 no município de Coronel Sapucaia; Paulo Roberto Cardoso Rodrigues, conhecido como Paulo Rocaro, assassinado em 2012, na cidade de Ponta Porã; e Luiz Henrique Georges, diretor do Jornal da Praça, e morto também em Ponta Porã e no ano de 2012.

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